Enfim, eu sei que estamos na era do aviao. Que quase ninguém está disposto a passar horas em um onibus ou trem para se deslocar de um lugar pra outro, agora que os bilhetes aéreos sao muito mais baratos e acessíveis que antes.
Mas eu gosto de sentir a distancia, de ver o tempo passar, a paisagem mudar. De ver as pessoas que viajam, conhecer os deslocamentos.
Os aeroportos tem um ar de teletransporte, sao lugares que nao existem, que nao dizem nada do espaço que representam. Sempre iguais, com os mesmos cafés expressos, lojas de revistas, bancas de souvenirs de luxo (ou com preços o mínimo duas vezes maior que em qualquer loja fora dali).
Gosto do ar de chegada e despedida que tem. Mas a burocracia, o check-in com antecedencia, os personagens do mundo aéreo todos iguais, com seus uniformes padroes em que apenas as cores dos uniformes mudam.
Para sair de Sao Paulo há duas empresas de onibus, uma argentina e outra brasileira.
Os onibus de viagem intermucinipal argentinos sao incomparaveis aos brasileiros. Tem poltronas grandes, bem reclinadas, e muitas vezes (quase sempre) servem refeicoes já incluídas na passagem.
A empresa brasileira Pluma chega a Buenos Aires com saída de distintas cidades do Brasil.
Já a argentina Crucero del Norte, que recomendo sem nenhuma crítica, tem uma frota ligando distintas cidades do Brasil, a distintas cidades da Argentina.
O maior problema é que as tarifas sobem acompanhando a inflaçao que rege todo o país.
Em Março, paguei 300 pesos no trecho Sao Paul-Buenos Aires. Agora custa $325.
O önibus sai de Buenos Aires diariamente as 20h30 e de Sao Paulo as 23h. É necessário chegar uma hora antes. A compra da passagem pela Internet tem algum tipo de desconto.
É oferecido um café da manha e uma refeiçao pela empresa. Na ida de Sao Paulo, a refeicao é servida em um restaurante da empresa em território argentino, com direito a prato vegetariano (no meu caso), vinho, refrigerante, paezinhos, espumante e sobremesa!
Essa mesma empresa faz transporte para o Paraguay.
Para ir da Argentina para o Chile ou Perú, uma empresa possível é El Rápido Internacional.
De Buenos Aires para Lima(Peru), saem onibus aos domingos, terças e sextas por $473 pesos argentinos. A viagem dura 4 dias.
Este blog é um depositário das minhas andanças e olhares pelo mundo. Com um punhado de informações para viajantes desavisados, e algumas opiniões pessoais sobre o mundo. Também algumas das minhas experiências em tentar ser uma pessoa mais frugal. Boa viagem!
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Sin Dirección
Em espanhol, dirección é uma palavra que significa direçao-rumo (como em portuges) mas significa também endereço.
No momento estou sem os dois.
Da mansao da Vila Sao Joao e pseudo-casamento mal sucedido, a uma mudança para estudar alguns meses na Argentina.
Os 5 anos vividos em Campinas tem que desaparecer ou se esconder de alguma maneira.
-Fogao, a geladeira e o espelho com o gay-belga-espanhol que aluga a mansao.
-Estante, rádio, almofadas e minha mesinha de criança na casa dos Gomes.
-Comoda e escada com minha querida e eterna vizinha Flávia.
-Escrivaninha e cadeira com o vizinho Rafael.
-sofá-cama, colchao e mural de rolhas por terminar na 666, aos cuidados das Irmas da Providencia.
-Flor, livros, e muitas outras porcarias com Kaiser e Camila.
-Roupas e muitas outras quinquilharias retornam a casa dos pais, em SJCampos.
-Cama e freezer vendidos.
Nao sei o que mais pode estar espalhado por aí!
Voce possui algum item que já pertence(ia) a mim, entre em contato. Posso te presentear ou precisar disso.
Enfim, sem casa, sem rumo, sem trabalho.
Um monte de idéia na cabeça e energia.
Hora de organizar as sinapses, e fazer uma idéia chegar aos músculos!
No momento estou sem os dois.
Da mansao da Vila Sao Joao e pseudo-casamento mal sucedido, a uma mudança para estudar alguns meses na Argentina.
Os 5 anos vividos em Campinas tem que desaparecer ou se esconder de alguma maneira.
-Fogao, a geladeira e o espelho com o gay-belga-espanhol que aluga a mansao.
-Estante, rádio, almofadas e minha mesinha de criança na casa dos Gomes.
-Comoda e escada com minha querida e eterna vizinha Flávia.
-Escrivaninha e cadeira com o vizinho Rafael.
-sofá-cama, colchao e mural de rolhas por terminar na 666, aos cuidados das Irmas da Providencia.
-Flor, livros, e muitas outras porcarias com Kaiser e Camila.
-Roupas e muitas outras quinquilharias retornam a casa dos pais, em SJCampos.
-Cama e freezer vendidos.
Nao sei o que mais pode estar espalhado por aí!
Voce possui algum item que já pertence(ia) a mim, entre em contato. Posso te presentear ou precisar disso.
Enfim, sem casa, sem rumo, sem trabalho.
Um monte de idéia na cabeça e energia.
Hora de organizar as sinapses, e fazer uma idéia chegar aos músculos!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Bicicletas, Grupos e Iniciativas!
Primeiro que faz tempo que eu havia ouvido falar da Ashoka, e nao sei porque ainda nao tinha entrado na página e conhecido de perto o trabalho deles.
"A Ashoka é uma organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no trabalho e apoio aos empreendedores sociais - pessoas com idéias criativas e inovadoras capazes de provocar transformações com amplo impacto social. Criada há 25 anos pelo norte americano Bill Drayton a Ashoka teve seu primeiro foco de atuação na Índia. Presente em 60 países e no Brasil desde 1986, a Ashoka é pioneira na criação do conceito e na caracterização do empreendedorismo social como campo de trabalho. Após identificar e selecionar o empreendedor social, a Ashoka oferece uma bolsa mensal por três anos para que ele possa se dedicar exclusivamente ao seu projeto e contribui para a sua profissionalização provendo serviços como seminários e programas de capacitação."
Quem sabe um dia eu consigo essa bolsa. Informaçoes do processo seletivo estao aqui.
Simultaneamente, minha idéia de integrar os grupos de bicicleta do Brasil e da América do Sul, começada ao poucos com uma página no multiply.
Essa semana chegou ao cicloviavel um e-mail do grupo chileno Ciudad Viva para que enviássemos nossas informaçoes para um cadastro dos grupos trabalhando com bicicleta na América do Sul.
Quatro pessoas estao coordenando o SUSTRAN LAC, Sustainable Transport Action Network, para América Latina e Caribe. O projeto visa ampliar o transporte a traçao humana na América do Sul e Caribe, e neste momento está contactando todos os grupos por e-mail, para que preencham uma ficha de cadastro.
Nestas buscas internéticas, encontro também uma página que se chama Escola de Bicicleta. É um site em formato de livro. Informaçoes extremamente relevantes.
Na Espanha, mais presisamente Catalúnia, encontrei o grupo BiciFamiliar! A página pode ser lida em espanhol ou catalao. A iniciativa vem de pessoas que eram ciclistas e usavam bicicletas no dia a dia, e queriam alternativas para seguir com seu cotidiano em família!
Vendem produtos geniais, entre eles o FlexSun, um tipo de toldo que protege do sol (e possivelmente da chuva) além de ser extremamente colorido e contribuir para que a pessoa possa ser vista.
"A Ashoka é uma organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no trabalho e apoio aos empreendedores sociais - pessoas com idéias criativas e inovadoras capazes de provocar transformações com amplo impacto social. Criada há 25 anos pelo norte americano Bill Drayton a Ashoka teve seu primeiro foco de atuação na Índia. Presente em 60 países e no Brasil desde 1986, a Ashoka é pioneira na criação do conceito e na caracterização do empreendedorismo social como campo de trabalho. Após identificar e selecionar o empreendedor social, a Ashoka oferece uma bolsa mensal por três anos para que ele possa se dedicar exclusivamente ao seu projeto e contribui para a sua profissionalização provendo serviços como seminários e programas de capacitação."
Quem sabe um dia eu consigo essa bolsa. Informaçoes do processo seletivo estao aqui.
Simultaneamente, minha idéia de integrar os grupos de bicicleta do Brasil e da América do Sul, começada ao poucos com uma página no multiply.
Essa semana chegou ao cicloviavel um e-mail do grupo chileno Ciudad Viva para que enviássemos nossas informaçoes para um cadastro dos grupos trabalhando com bicicleta na América do Sul.
Quatro pessoas estao coordenando o SUSTRAN LAC, Sustainable Transport Action Network, para América Latina e Caribe. O projeto visa ampliar o transporte a traçao humana na América do Sul e Caribe, e neste momento está contactando todos os grupos por e-mail, para que preencham uma ficha de cadastro.
Nestas buscas internéticas, encontro também uma página que se chama Escola de Bicicleta. É um site em formato de livro. Informaçoes extremamente relevantes.
Na Espanha, mais presisamente Catalúnia, encontrei o grupo BiciFamiliar! A página pode ser lida em espanhol ou catalao. A iniciativa vem de pessoas que eram ciclistas e usavam bicicletas no dia a dia, e queriam alternativas para seguir com seu cotidiano em família!
Vendem produtos geniais, entre eles o FlexSun, um tipo de toldo que protege do sol (e possivelmente da chuva) além de ser extremamente colorido e contribuir para que a pessoa possa ser vista.
FlexSun (foto da página)
Essa mesma empresa-organizaçao, comercializa um sistema para transporte de crianças chamado followme.
A idéia é que o pai-mae tenha o filho sempre próximo, mas ao mesmo tempo o pequeno nao tenha que pedalar todo o tempo. A criança pode pedalar, mas se estiver cansada, o progenitor pode carregá-lo de maneira confortável.
Ainda com as bikes, olhando as recomendaçoes de senhorita Lou, encontro o Hospitality Club de ciclistas: Warm Showers. Roger e Randy sao as pessoas que autorizam o ingresso. Acho importante dar nome a eles (daria caras se tivesse as fotos). Sao pessoas comuns com iniciativas pequenas, e que sao absolutamente fantásticas!
E no meio disso tudo há também os patins! (O Zé Lobo, do transporte ativo, é casado com Érika Cordeiro, patinadora e promotora dos patins como meio de transporte urbano). É um parenteses, por isso entre parenteses.
Cito aqui o ITDP (Institute for Transportation and Development Policy), fundado no ano em que eu nasci, 1985. Tem uma equipe trabalhando em todo o mundo. O que eu acho " fantástico" am algumas páginas que trabalham na América do Sul é o idioma: ingles. Na sei se sao projetos para os sul-americanos, ou se é mais uma dessas práticas neoneocolonialistas em que o homem desenvolvido e civilizado do primeiro mundo baixa as terras onde predomina a pobreza e a desigualdade e trazem a soluçao para o nosso problema. Os projetos do ITDP para a grande Sao Paulo e México podem ser lidos em ingles. Tá aí mais uma das coisas que eu acho que é pra gringo ver, nao pra latino participar.
E pra quem tiver tempo, leiam o americano John Forrester.
Eu ando com dificuldades em definir por onde começar. Em separar profissao de açao.
Ainda com as bikes, olhando as recomendaçoes de senhorita Lou, encontro o Hospitality Club de ciclistas: Warm Showers. Roger e Randy sao as pessoas que autorizam o ingresso. Acho importante dar nome a eles (daria caras se tivesse as fotos). Sao pessoas comuns com iniciativas pequenas, e que sao absolutamente fantásticas!
E no meio disso tudo há também os patins! (O Zé Lobo, do transporte ativo, é casado com Érika Cordeiro, patinadora e promotora dos patins como meio de transporte urbano). É um parenteses, por isso entre parenteses.
Cito aqui o ITDP (Institute for Transportation and Development Policy), fundado no ano em que eu nasci, 1985. Tem uma equipe trabalhando em todo o mundo. O que eu acho " fantástico" am algumas páginas que trabalham na América do Sul é o idioma: ingles. Na sei se sao projetos para os sul-americanos, ou se é mais uma dessas práticas neoneocolonialistas em que o homem desenvolvido e civilizado do primeiro mundo baixa as terras onde predomina a pobreza e a desigualdade e trazem a soluçao para o nosso problema. Os projetos do ITDP para a grande Sao Paulo e México podem ser lidos em ingles. Tá aí mais uma das coisas que eu acho que é pra gringo ver, nao pra latino participar.
E pra quem tiver tempo, leiam o americano John Forrester.
Eu ando com dificuldades em definir por onde começar. Em separar profissao de açao.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Estudar Cinema na Argentina
Além da possibilidade de se inscrever para uma carreira completa em uma universidade pública Argentina, como no curso de Comunicación Audiovisual da Facultad de Bellas Artes da UNLP (como alguns dos brasileiros que conheci aqui por La Plata), outra sugestao sao os cursos do Centro de Formación Profesional del S.I.C.A. - Sindicato de la Indústria Cinematográfica Argentina.
Sao diversos cursos oferecidos semestralmente, de edicao, roteiro, som, documentarista, maquiagem, direcao de fotografia, produçao, dentre outros que podem ser verificados na própria página, com um custo de $400-$450 pesos semestrais para pessoas que vivem a mais de 50 m de Buenos Aires.
Endereço do S.I.C.A.
Salta 1919 Capital Federal - Tel: 4305.6565 / 4305.5077
Para quem tiver interesse em fazer graduaçao na UNLP - Universidad Nacional de La Plata, aqui estao as informaçoes para alunos estrangeiros.
Para interessados em intercambio na UNLP, consultar o escritório de Relaçoes Internacionais.
Sao diversos cursos oferecidos semestralmente, de edicao, roteiro, som, documentarista, maquiagem, direcao de fotografia, produçao, dentre outros que podem ser verificados na própria página, com um custo de $400-$450 pesos semestrais para pessoas que vivem a mais de 50 m de Buenos Aires.
Endereço do S.I.C.A.
Salta 1919 Capital Federal - Tel: 4305.6565 / 4305.5077
Para quem tiver interesse em fazer graduaçao na UNLP - Universidad Nacional de La Plata, aqui estao as informaçoes para alunos estrangeiros.
Para interessados em intercambio na UNLP, consultar o escritório de Relaçoes Internacionais.
Brasis no cinema
La Plata, chuva, esperando a partida para algum lado.
Filmes alugados, copiados, trazidos, e nunca vistos.
1942, sertao nordestino, em algum lugar de Pernambuco, o alemao Johann, funcionario contratado da Bayer, vende aspirinas de povo em povo e conhece Ranulpho, sertanejo que quer ir pra capital.
Um pouco lento, mas excelente fotografia e roteiro.
Obra-prima do cinema brasileiro. Obrigatório para o debate Documentário-Ficçao.
Uma análise bem feita levaria tempo. Leia o texto da Revista Contracampo.
Obra fundamental para pensar a questao amazonica do século XXI.
A partir da ficcional relacao entre Iracema (Edna de Cássia) e Tiao Brasil Grande (Paulo César Pereio), o filme conta a história de um lugar, de uma gente, e do grande projeto da construcao da Transamazonica!
É genial!
Preso no meu HD há muito tempo, é um filme referência de uma época recente da nossa história, da gente, da cultura, e do desenvolvimento econômico. Com a participação imperdível de Fábio Júnior.
Filmes alugados, copiados, trazidos, e nunca vistos.
1942, sertao nordestino, em algum lugar de Pernambuco, o alemao Johann, funcionario contratado da Bayer, vende aspirinas de povo em povo e conhece Ranulpho, sertanejo que quer ir pra capital.Um pouco lento, mas excelente fotografia e roteiro.
Iracema, uma Transa Amazonica
Obra-prima do cinema brasileiro. Obrigatório para o debate Documentário-Ficçao.Uma análise bem feita levaria tempo. Leia o texto da Revista Contracampo.
Obra fundamental para pensar a questao amazonica do século XXI.
A partir da ficcional relacao entre Iracema (Edna de Cássia) e Tiao Brasil Grande (Paulo César Pereio), o filme conta a história de um lugar, de uma gente, e do grande projeto da construcao da Transamazonica!
É genial!
Preso no meu HD há muito tempo, é um filme referência de uma época recente da nossa história, da gente, da cultura, e do desenvolvimento econômico. Com a participação imperdível de Fábio Júnior.
A minha máxima é a sua mínima
Campinas - máx. 26° | mín. 14°
La Plata - máx. 14° | mín. 3°
Nao reclamem do frio por aí!
La Plata - máx. 14° | mín. 3°
Nao reclamem do frio por aí!
Seguro de Saúde de Viagem
Quando se faz uma viagem ao exterior, a maior parte dos países que nao fazem fronteira com seu país natal pede um seguro de saúde para o período em que for permanecer em seu território.
Por sorte, quando fui para a Europa nao me pediram nada, e também nao me aconteceu nada. É uma tentativa de evitar que o Estado tenha que bancar um serviço médico público e gratuito a um estrangeiro, além das demoras e filas que podem haver para um atendimento de emergencia.
Sao muitos os preços, coberturas, e empresas que operam seguros de saúde internacional. Se voce vai ou nao fazer um antes de viajar, vai depender das exigencias migratórias ou de como voce pode se virar caso de passe algo grave (se tem muito dinheiro guardado, ajuda familiar, ou vai esperar o atendimento médico gratuito do país em que está).
Pode nao acontecer nada (o melhor), e voce perdeu um dinheirinho que podia ter gastado em outra coisa. Pode rolar um resfriado, mal estar, virose, etc., e ao invés de voce esperar na fila de um hospital público, ligar e esperar que um médico venha te ver. Ou pode acontecer algo grave (acidentes, lesoes, apendicites, etc.), e voce estar totalmente sozinho em um lugar desconhecido, e onde um bom tratamento irá de custar muito. Um exemplo de coisas que podem fazer terminar sua viagem se voce nao tiver assitencia médica internacional, é um pé quebrado.
Por sorte Lou tinha um seguro, e seguiu sua viagem. Aqui estao as aventuras de seu pé direito.
Se voce precisa fazer um seguro de saúde-assistencia médica internacional, verifique estes:
ISIS - Serviço comercializado no Brasil exclusivamente pela STB - Studen Travel Bureau. É o plano de assistencia que eles vendem para os programas e serviços que comercializam. Foi o que usei quando fui trabalhar na Disney pelo International College Program.
MIC - O Medical International Card é comercializado por diversas agencias de turismo. Paguei 100 dólares em uma cobertura de 4 meses na América do Sul. Conseguimos um bom desconto
por estarmos em um grupo de mais de 15 pessoas.
Uma outra possibilidade é também fazer um seguro de vida do Banco do Brasil, que na verdade é da Aliança do Brasil. Sai relativamente barato (pago R$13,00 por mês), e dá uma cobertura de seguro de saúde de viagem nos 3 primeiros meses de uma viagem para o exterior. Aqui está o contrato de seguro. "O âmbito territorial de cobertura é o globo terrestre." Assim que nada de foguetes e viagens interespaciais.
Semana passada tive tosse e febre, e resolvi chamar o seguro para ver se poderiam me atender. Liguei para a central no Brasil, que me transferiu para a central Argentina. Eles me pediram um telefone, e no dia seguinte agendaram a visita de um médico que chegou em minha casa na hora combinada. O atendimento é feito por algum serviço médico da cidade onde está. Em La Plata, foi um serviço da UDEC. Após o atendimento, eu assino uma folha dizendo que eles estiveram aqui.
O estranho foi no dia seguinte, sem que eu tivesse ligado, aparecer outra vez um médico em minha casa. Achei estranho, mas aproveitei para ver se teria um outro diagnóstico. Tosse e febre poderia ser algo pior. É virose mesmo, e outra folha assinada.
No terceiro dia, outra vez a campainha. Estava saindo para fazer uma prova, terminando de me vestir, e nao atendi, mas tenho a sensaçao de que eram eles de novo.
Papel de atendimento + minha assinatura = dinheiro do seguro de saúde
Como nao sou eu quem paga, acho que eles queriam aproveitar para levar uns trocados do meu seguro de saúde.
É, tem espertinhos por todos os lados, dentro de qualquer fronteira!
Para a Áustria: Klemmer tem bons planos.
Por sorte, quando fui para a Europa nao me pediram nada, e também nao me aconteceu nada. É uma tentativa de evitar que o Estado tenha que bancar um serviço médico público e gratuito a um estrangeiro, além das demoras e filas que podem haver para um atendimento de emergencia.
Sao muitos os preços, coberturas, e empresas que operam seguros de saúde internacional. Se voce vai ou nao fazer um antes de viajar, vai depender das exigencias migratórias ou de como voce pode se virar caso de passe algo grave (se tem muito dinheiro guardado, ajuda familiar, ou vai esperar o atendimento médico gratuito do país em que está).
Pode nao acontecer nada (o melhor), e voce perdeu um dinheirinho que podia ter gastado em outra coisa. Pode rolar um resfriado, mal estar, virose, etc., e ao invés de voce esperar na fila de um hospital público, ligar e esperar que um médico venha te ver. Ou pode acontecer algo grave (acidentes, lesoes, apendicites, etc.), e voce estar totalmente sozinho em um lugar desconhecido, e onde um bom tratamento irá de custar muito. Um exemplo de coisas que podem fazer terminar sua viagem se voce nao tiver assitencia médica internacional, é um pé quebrado.
Por sorte Lou tinha um seguro, e seguiu sua viagem. Aqui estao as aventuras de seu pé direito.
Se voce precisa fazer um seguro de saúde-assistencia médica internacional, verifique estes:
ISIS - Serviço comercializado no Brasil exclusivamente pela STB - Studen Travel Bureau. É o plano de assistencia que eles vendem para os programas e serviços que comercializam. Foi o que usei quando fui trabalhar na Disney pelo International College Program.
MIC - O Medical International Card é comercializado por diversas agencias de turismo. Paguei 100 dólares em uma cobertura de 4 meses na América do Sul. Conseguimos um bom desconto
por estarmos em um grupo de mais de 15 pessoas.
Uma outra possibilidade é também fazer um seguro de vida do Banco do Brasil, que na verdade é da Aliança do Brasil. Sai relativamente barato (pago R$13,00 por mês), e dá uma cobertura de seguro de saúde de viagem nos 3 primeiros meses de uma viagem para o exterior. Aqui está o contrato de seguro. "O âmbito territorial de cobertura é o globo terrestre." Assim que nada de foguetes e viagens interespaciais.
Semana passada tive tosse e febre, e resolvi chamar o seguro para ver se poderiam me atender. Liguei para a central no Brasil, que me transferiu para a central Argentina. Eles me pediram um telefone, e no dia seguinte agendaram a visita de um médico que chegou em minha casa na hora combinada. O atendimento é feito por algum serviço médico da cidade onde está. Em La Plata, foi um serviço da UDEC. Após o atendimento, eu assino uma folha dizendo que eles estiveram aqui.
O estranho foi no dia seguinte, sem que eu tivesse ligado, aparecer outra vez um médico em minha casa. Achei estranho, mas aproveitei para ver se teria um outro diagnóstico. Tosse e febre poderia ser algo pior. É virose mesmo, e outra folha assinada.
No terceiro dia, outra vez a campainha. Estava saindo para fazer uma prova, terminando de me vestir, e nao atendi, mas tenho a sensaçao de que eram eles de novo.
Papel de atendimento + minha assinatura = dinheiro do seguro de saúde
Como nao sou eu quem paga, acho que eles queriam aproveitar para levar uns trocados do meu seguro de saúde.
É, tem espertinhos por todos os lados, dentro de qualquer fronteira!
Para a Áustria: Klemmer tem bons planos.
domingo, 20 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Trens Argentinos
Quase toda a malha ferroviária argentina sai da Capital Federal, Buenos Aires, até mesmo por se o porto do país.
Coloco aqui algumas das principais linhas que serven o país.
Línea General Roca
Trem da região metropolitana de Buenos Aires. Dentre outros destinos, sai do Terminal Constitución até La Plata.
Ferrobaires
Empresa que atende a província de Buenos Aires.
Bagagem: " Todo pasajaro poseedor de un boleto de pasaje con derecho a la conducción de equipaje libre de flete podrá despachar hasta un peso de 30 kgs.Se permitirá llevar en los coches y sin que se computen en los 30 Kgs. libres de flete por persona, pequeños bultos de mano, como ser bolsos, valijas chicas, paquetes, etc., los cuales sumadas las medidas de su largo, alto y ancho de cada uno de ellos, no excedan de 105 cm lineales en su conjunto."
El Gran Capitán
Trem a Misiones e Entre Ríos. Excelente passeio!
Passa pela zona de pecuária, citrícos, produção de chá, yerba. Demorou 33 horas de Buenos Aires até Posadas.
Trem Patagonico (Província de Río Negro) Viedma - San Carlos de Bariloche
Para Trem Patagónico, tente esse também.
Trem para Tucumán - Ferrocentral
Acesse este também.
Trem a Las Nubes
Trem turístico, na província de Salta, que sobe a Cordilheira.
Aparentemente está desativado.
Movimento em pró das ferrovias no Brasil, Clube dos Amantes da Ferrovia.
Coloco aqui algumas das principais linhas que serven o país.
Línea General Roca
Trem da região metropolitana de Buenos Aires. Dentre outros destinos, sai do Terminal Constitución até La Plata.
Ferrobaires
Empresa que atende a província de Buenos Aires.
Bagagem: " Todo pasajaro poseedor de un boleto de pasaje con derecho a la conducción de equipaje libre de flete podrá despachar hasta un peso de 30 kgs.Se permitirá llevar en los coches y sin que se computen en los 30 Kgs. libres de flete por persona, pequeños bultos de mano, como ser bolsos, valijas chicas, paquetes, etc., los cuales sumadas las medidas de su largo, alto y ancho de cada uno de ellos, no excedan de 105 cm lineales en su conjunto."
El Gran Capitán
Trem a Misiones e Entre Ríos. Excelente passeio!
Passa pela zona de pecuária, citrícos, produção de chá, yerba. Demorou 33 horas de Buenos Aires até Posadas.
Trem Patagonico (Província de Río Negro) Viedma - San Carlos de Bariloche
Para Trem Patagónico, tente esse também.
Trem para Tucumán - Ferrocentral
Acesse este também.
Trem a Las Nubes
Trem turístico, na província de Salta, que sobe a Cordilheira.
Aparentemente está desativado.
Movimento em pró das ferrovias no Brasil, Clube dos Amantes da Ferrovia.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Visitas queridas!
No dia 23 de maio, chegou minha querida irma! Além da presença, me trouxe café, leite condensado, suco de maracujá, sabao de coco.
Sao 3 as coisas que eu mais sinto falta do Brasil quando viajo: Açaí, Caldo de Cana, e Pao de Queijo.
E sao coisas impossíveis de se fazer. O pao de queijo sim, eu sei que é uma preguiça ou falta de portunidade minha de aprender. Bugia e 2N, quero aulas assim que eu voltar!
A senhorita Danielle, minha irma, me acompanhou no passeio gélido e ventanoso de 4 dias pelo Uruguai. Mas antes, passamos dois dias na querida Buenos Aires!
Sao 3 as coisas que eu mais sinto falta do Brasil quando viajo: Açaí, Caldo de Cana, e Pao de Queijo.
E sao coisas impossíveis de se fazer. O pao de queijo sim, eu sei que é uma preguiça ou falta de portunidade minha de aprender. Bugia e 2N, quero aulas assim que eu voltar!
A senhorita Danielle, minha irma, me acompanhou no passeio gélido e ventanoso de 4 dias pelo Uruguai. Mas antes, passamos dois dias na querida Buenos Aires!
Este restaurante por sinal é uma boa recomendaçao! Custa 14 pesos o quilo, tem bastante variedade (o único problema é que a comida fica um pouco fria). Esta na Calle Chacabuco, a esquerda a esquerda da Avenida de Mayo, mas nao sei quantas quadras.
O processo de reformas e transofrmacao começa em 1989, e transformou uma zona abandonada e mal vista em um lugar de restaurantes de luxo, serviços, e sede de empresas multinacionais. Todas as ruas de Puerto Madero tem nomes de mulheres, e essa ponte, feita por muito trabalhadores que devem ter ganho muito pouco, e desenhada pelo espanhol Santiago Calatrava Valls.
A segunda visita foi dos queridos amigos Camila e Kaiser!
Hostel Down Town Mate
Calle Rivadavia, entre Av. 9 de Julho e o Congresso Nacional
Problemas a parte com a senhora com quem morava, a estadia em La Plata foi encurtada, e os levou a esse albergue aí em cima. O bom e o mal de albergue é quase sempre só tem estrangeiro. E julho é uma temporada garantida para ouvir mais portugues do Brasil que espanhol argentino.
Café Espeso
Dentre os locais visitados, o famoso Café Tortoni, na Avenida de Mayo (com muita fila pra entrar). O lugar tem seu charme, e faz parte dos cartoes postais portenhos. A sugestao, ainda que cara(16 pesos), é o café espeso! Leite quente e uma fantástica calda de chocolate cremoso com café! O nao recomendado é o submarino (8 pesos).
Os argentinos de classe média as vezes sentam em cafés entre as 16 e 18h para comer a merenda. O clássico é o café com leite e media-lunas (10 pesos no Tortoni; mais barato em outros cafés).
Os argentinos de classe média as vezes sentam em cafés entre as 16 e 18h para comer a merenda. O clássico é o café com leite e media-lunas (10 pesos no Tortoni; mais barato em outros cafés).
Muito obrigada pela visita!
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Nao quero luxo, nem lixo...
Desde que cheguei em La Plata, meu objetivo era entender melhor os processos para produçao de alimento e como ter uma horta para me dar o que comer. Achei que seria fácil e logo aprenderia. Mas é claro que nao. Eu sigo na estrutura universitaria, e a prática quase sempre está nos livros ou nas pesquisas pontuais, que sao importantes mas nao serviam para mim. Eis que vejo um cartaz "Proyecto de Voluntariado Universitario - Huertas Comunitarias en Gran La Plata". Alguns e-mails sem resposta, mas enfim uma reuniao con a professora que coordena o projeto.
Chego e logo me diz que o projeto conta com pouca gente, e ela mesmo tem mais interesse em criaçao animal que na area horticola. Falo que tenho interesse em conhecer o projeto e começar a participar. Com o tempo percebi que eu estava mais interessada que ela, e a falta de atividades e cronograma me fez distanciar do projeto (que há poucas semanas retornou, mas meu fim de semestre me impede de participar). Uma visita na casa de "descapacitados" chamada "Granja Esperanza" para arrumar a estufa (destruída pela tal chuva de granizo), uma palestra sobre compostagem (em que haviam 2 pessoas) no Pro-ayuda a la niñez, e uma visita por minha conta no Comedor Besitos, de Villa Elvira.
E aí começa a história neste bairro. Resolvi me matricular em uma disciplina do jornalismo - Cine e Tv Comunitária. Certa de que seria interessante, um curso interdiciplinar (um professor do cinema e outro da comunicaçao social), estava certa de que seria bom. Passados 4 meses quase, nao tive nenhum texto, nenhuma leitura recomendada, e passamos o semestre nos enganando de que vamos fazer um vídeo com uma comunidade.
Propus o tema de trabalhar com as hortas urbanas. Agregaram-se 5 meninas, e a horta do Comedor Besitos, que antes tinha muita gente, agora só contava com a participaçao de 4 pessoas.
Neste mesmo lugar, entretanto, surgiu uma Batucada (em portugues seria uma bateria) formada por garotos que hoje tem de 10 a 16 anos. E é com eles que trabalhamos agora. Todas as sextas saio do quadrado simétrico de diagonais, e visito Villa Elvira, a periferia onde o esgoto corre em valas a céu aberto.
Hoje me deparei com uma cotidiana cena das periferias e nao periferias por aí: a queima do lixo. O organico (ao menos dessa família) é separado para a composteira, e depois para a criaçao de minhocas (iniciativa do projeto de voluntariado). Mas todo o resto, as garrafas PET, as latas, as roupas e colchao velhos, pneus, e tudo aquilo que nao parece mais merecer lugar dentro de casa, vira fumaça negra uma vez por semana.
O hábito de queimar lixo é muito antigo. Em Barao, é comum ver montes de folhas secas indo para o ar. Quem primeiro me atentou para isso foi um professor de Fisiologia Animal lá do IB, o Edson Delattre, que mantém o site Queimadas Urbanas no ar.
A temática do lixo sempre bate as nossas portas. Eu nas minhas divagaçoes, acho que teria que se proibir a fabricaçao de sacolas plasticas e copos descartáveis. Chegará o dia em que será crime produzir descartáveis, e que as empresas terao que se responsabilizar por todo o resíduo que geram depois do consumo.
Chego e logo me diz que o projeto conta com pouca gente, e ela mesmo tem mais interesse em criaçao animal que na area horticola. Falo que tenho interesse em conhecer o projeto e começar a participar. Com o tempo percebi que eu estava mais interessada que ela, e a falta de atividades e cronograma me fez distanciar do projeto (que há poucas semanas retornou, mas meu fim de semestre me impede de participar). Uma visita na casa de "descapacitados" chamada "Granja Esperanza" para arrumar a estufa (destruída pela tal chuva de granizo), uma palestra sobre compostagem (em que haviam 2 pessoas) no Pro-ayuda a la niñez, e uma visita por minha conta no Comedor Besitos, de Villa Elvira.
E aí começa a história neste bairro. Resolvi me matricular em uma disciplina do jornalismo - Cine e Tv Comunitária. Certa de que seria interessante, um curso interdiciplinar (um professor do cinema e outro da comunicaçao social), estava certa de que seria bom. Passados 4 meses quase, nao tive nenhum texto, nenhuma leitura recomendada, e passamos o semestre nos enganando de que vamos fazer um vídeo com uma comunidade.
Propus o tema de trabalhar com as hortas urbanas. Agregaram-se 5 meninas, e a horta do Comedor Besitos, que antes tinha muita gente, agora só contava com a participaçao de 4 pessoas.
Neste mesmo lugar, entretanto, surgiu uma Batucada (em portugues seria uma bateria) formada por garotos que hoje tem de 10 a 16 anos. E é com eles que trabalhamos agora. Todas as sextas saio do quadrado simétrico de diagonais, e visito Villa Elvira, a periferia onde o esgoto corre em valas a céu aberto.
Hoje me deparei com uma cotidiana cena das periferias e nao periferias por aí: a queima do lixo. O organico (ao menos dessa família) é separado para a composteira, e depois para a criaçao de minhocas (iniciativa do projeto de voluntariado). Mas todo o resto, as garrafas PET, as latas, as roupas e colchao velhos, pneus, e tudo aquilo que nao parece mais merecer lugar dentro de casa, vira fumaça negra uma vez por semana.
O hábito de queimar lixo é muito antigo. Em Barao, é comum ver montes de folhas secas indo para o ar. Quem primeiro me atentou para isso foi um professor de Fisiologia Animal lá do IB, o Edson Delattre, que mantém o site Queimadas Urbanas no ar.
A temática do lixo sempre bate as nossas portas. Eu nas minhas divagaçoes, acho que teria que se proibir a fabricaçao de sacolas plasticas e copos descartáveis. Chegará o dia em que será crime produzir descartáveis, e que as empresas terao que se responsabilizar por todo o resíduo que geram depois do consumo.
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