Nestas andanças pelo mundo, uma
constataçao que dá conversa de botequim: o povo brasileiro é aficionado por dentes!
Lembro de quando fui ao
CECOM, serviço médico-odontológico da
UNICAMP, e tive que assistir uma palestra de
cudiados bucais para poder ter acesso ao serviço. Incrivelmente, foi boa, aprendi algumas coisas, como pro exemplo que as distintas cores de dentes tem a ver com a
dentina, e depois se transforma (
fumantes, corantes, etc.) caso o esmalte, geralmente transparente, comece a ter sua cor alterada.
Descobri também que sempre há maior
formaçao de tártaro onde se concentra saliva. Para uma pessoa normal isso pode
nao significar nada, mas para quem usou aparelho
ordotontico por 5 anos na
infancia e 2 anos no pós-
adolescencia, gengivite causada por impossibilidade de limpar algumas áreas pode ser extremamente
incômodo.
Bernard, meu companheiro
unicampestre da geografia, me contou que ensinou 2 dos garotos argentinos que moram com ele a usar fio dental. Nunca tinham visto antes. Tem muita gente aqui que nunca foi ao dentista.
Mesmo comparado aos europeus que conheci nestes meus 23 anos de vida, o sorriso brasileiro é limpo, e muitas vezes alinhado. A
ortodontia é quase uma
obrigaçao da classe média, e felizmente mais acessível às outras classes também.
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Meu primeiro namorado tinha uma
Oral-B Braun. É aquela escova
elétrica clássica de filme americano. Me deixou usar umas duas vezes, mas eu nunca tive uma cabeça de uso exclusivo. É excelente a
sensaçao de
massagema na gengiva.
Quando eu fui
pros EUA e ainda usava aparelho, me rendi a uma Braun Oral-B
Advanced Power. ela tinha dois tipos de cabeça e
cerdas. Fantástico. Realmente higienizava minha boca melhor do que eu sozinha.
Tirei o aparelho,
nao comprei cabeças novas, e agora ela fica guardada no armário
embaixo da pia do banheiro da casa dos meus pais.
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Escova
elétrica à pilha agora se compra em qualquer boca de caixa de supermercado. Essas descartáveis nunca usei, mas me assustam os resíduos gerados.
Parâmetros de escova de dentes do
INMETRO,
aqui.
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A escova mais recomendada pelos dentistas (brasileiros) e que eu uso há muitos anos,
Oral-B Indicator Plus,
nao é comercializada na Argentina (ao menos
nao aqui em La
Plata). Fui as lojas especializadas para dentistas e nada.
Nao encontrei nenhuma escova de dente para adulto com cabeça pequena. Me rendi a uma infantil. Se for ficar muito tempo fora, lembre-se de levar uma escova de dentes nova.
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-Escovas de cabeças pequenas limpam melhor a parte do fundo da boca. Isso é o que diz a
minha dentista, e a comunidade de profissionais da área brasileiros. Se for mulher, compre a pequena, se for homem, a média, mas jamais a grande. Nenhum dentista a recomenda.
-Passe fio dental diariamente. Eu
não faço, mas sei que devia fazer.
-
Aplicação de flúor anualmente é importante.
-Se tiver filhos,
não o deixe ingerir flúor (ou seja, comer pasta de dente). Excesso de flúor ingerido durante a
formação do dente provoca manchas na
dentina.
-
Não use
enxaguante bucal, use Flúor!
Enxaguantes não protegem,
não limpam e de enganam com uma
sensação de
frescor. A sujeira e as bactérias ainda
estão em sua boca, e a mucosa e gengiva ficam mais susceptíveis ao ataque pelo excesso de álcool que tem essas fórmulas.
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Para quem quiser substituir pasta de dente por produtos naturais,
Salvia officinalis, a mesma
sálvia que é tempero.
E já ouvi muita gente dizendo que se pode usar as folhas da orelha-de-onça,
Meslatomataceae da restinga, para limpar os dentes na falta de escova, pasta, ou ambos.

orelha-de-onça
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E no final, o brasileiro é de fato um povo risonho! Com dentes brancos, sujos, alinhados, tortos, sem dente, o brasileiro tá sempre rindo. Sinto falta dessa alegria gratuita no caminhar das ruas.
Se eu sorrir demais aqui, é porque to querendo dar.
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Essas campanhas de distribuir escova,
mutirões em bairros,
assistência odontológica nas escolas,
dentinhos felizes em panfletos, planos de
assistência odontológica, financiamento de tratamentos
ortodônticos, parecem de fato dar resultados.
Eu é que preciso perder a preguiça, e levar a sério meus exercícios
fonoaudiológicos.