domingo, 26 de abril de 2009

Pedestriando - A Ciclovia de Barão Geraldo



Na manhã do dia 7 de abril de 2009 às 7h15 da manhã (estava marcado às 7h, mas eu me atrasei), Eugênio, Pedro, Tati e eu saímos pela ciclovia da Av. 2 em Barão Geraldo para pensar onde instalar placas de aviso para os pedestres.
Existe hoje um conflito entre pedestres e ciclistas sobre o uso deste espaço. Sendo uma via de média velocidade projetada para ciclistas, a caminhada à passeio fechando as vias é perigosa para ambas as partes, e tem levado o projeto cicloviário perder seu sentido.

Irregularidades nas Calçadas na Av. 2

Péssimas condições de calçada na Av. 2 fazem ou o pedestre caminhar na rua em alguns trechos, ou optar pela ciclovia atrapalhando os ciclistas.

Terreno sem imóvel com calçada irregular. Durante a noite é ainda maior a chance de um tombo. Mais uma vez, pedestres optam pela ciclovia.

Trecho com plantas sob a calçada para fechamendo de rua residencial - irregularidade


O CONFLITO
Sendo mais cômodo caminhar pela ciclovia, os pedestre tomam conta de uma via destinada às bicicletas. 

Ciclista se aproximando de grupo de pedestre fechando à via. Ela precisa reduzir à velocidade, e muitas vezes frear para evitar uma colisão.


Ciclista que optou por sair da ciclovia devido ao elevado número de pedestres ocupando a via.
Durante os horário de maior fluxo, acaba sendo mais rápido transitar de bicicleta pela rua do que pela ciclovia.

Outra questão que pudemos observar sobre o volume de ocupação na pista. Muitas vezes têm-se a sensação de que há mais pedestres que ciclistas utilizando o caminho. Entretanto, o que de fato ocorre é que o tempo de permanência na via é diferenciado. Enquanto rapidamente o ciclista se aproxima e log deixa o campo de visão, o pedestre se mantém na via por um tempo muito maior.


Mais pedestres caminhando pela ciclovia. Se vem uma bike em cada sentido, azar dos ciclistas.


Os ciclistas


Trecho onde há uma trilha cortando a Avenida 2 para acesso ao ponto de ônibus. Poderia-se pensar em calçamento e um cruzamento para os pedestres neste trecho da ciclovia.

ZONA DE PERIGO


A rotatória do Tilli Center ou conhecida pelos ciclistas como subida/descida das figueiras é uma das zonas mais perigosas. Os carros não respeitam a prioridade do ciclista, e muitas vezes estacionam sobre a ciclovia. Na época da elaboração do projeto, o Campinas Cicloviável alertou a subprefeitura e a EMDEC da importância de se elevar a ciclovia alguns centímetros em relação à pista para obrigar os carros a reduzirem a velocidade nos cruzamentos.




Subida (ou descida) das figueiras

SINALIZAÇÃO

Placa indicando onde se dá início o trecho compartilhado por pedestre e ciclistas.
O problema neste trecho é que não há saídas laterais para as calçadas, levando os pedestres a continuarem a caminhada por todo o trecho da ciclovia.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Anuidade e Frigideiras

Hoje fui ao querido e amado Banco do Brasil conversar sobre a anuidade do meu cartão de crédito. Uma vez  gerente tinha dito que minha pontuação era suficiente para pedir isenção da taxa de anuidade, mas que tinha que resolver isso por telefone. Meses se passaram até que eu tivesse tempo+senha para telefone+ o serviço de tele-atendimento estivesse funcionando.

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Consigo falar com a atende. Vanessa Oliveira, se não me engano. Musiquinhas, espera, ela volta a falar comigo.
"Por ser conta universitária, você tem que negociar isso na sua agência".
Mais uma vez o FDP do gerente me passou a perna em informação. É assim que eles convecem as pessoas de que não vale a pena lutar por seus direitos.

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Mas tudo bem, é assim então?
Hoje fui lá no banco. Peguei minha senha, sentei, e esperei. Enquanto ele gritava as senhas que apareciam também no painel digital, e as pessoas na porta detectora de metais passavam por situações contrangedoras, eu ouvia musiquinha e fazia a lição de francês, enquanto tentava também descobrir de que país era o casal de negros sentado ao meu lado.

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Uma nova loira me atendeu. O oposto daquela que me mostou a certidão de óbito do cliente que garantiu com seu seguro de vida, tranquilidade ao pai para vender o carro e cuidar do fundo de investimentos do falecido.

A senhora de hoje sorriu. Conversou. E viu que não podia me isentar da anuidade (porque o cartão é universitário), mas falou que eu podia trocar meus pontos por prêmios.
-Que prêmios?
-Espera aí, deixa eu ver.
...
-Ah, com os seus pontos você só pode trocar por um par de frigideiras anti-aderentes.
-Vale a pena eu esperar acumular mais pontos e trocar por outra coisa?
-Vou ver o que eu tenho disponível no meu cartão e te mostro.

Se eu tivesse os 6000 dela (eu to nos 1500), poderia ganhar um barbeador, um secador, e umas outras porcarias lá.
Tá, com 1500 não consigo muita coisa. Com um sorriso bobo, pedi para que solicitasse o prêmio.
Prêmio.
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Do lado de fora da porta de metais, numa sacola de pano, me esperavam 2 tapuéres (Tupperware), meio litro de melado, fermento, e 2 frigideiras anti-aderentes.
É, daqui a 3 semanas elas serão 4.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Nos Lençois deste reggae

Voltei pra Campinas!

Minha cama de solteira, que desde 2007 já vivia desmontada, foi vendida por módicos R$10,00. Já faziam meses que dois colchões de solteiro unidos por um lençol Queen Size sobre uma esteira de taboa era minha cama.

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Nos meses seguintes, tive um beliche, um colchão no chão, outro colchão no chão (este ainda pior que o anterior) mas sobre uma esteirinha de madeira, um colchão em uma cama de bambu velha. Depois veio Tefé, minha cama-estrado baixinha, com mosquiteiro por cima. Além das noites dormidas em rede em casas, barco, ou no meio da mata. Saudades.
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Mas o fato é que estou de volta a Campinas. Logo quando procurava casa surgiu uma doação de um colchão de casal, jogada na casa de Bel, minha colega de trabalho. Fui lá buscar, podia escolher entre o de espuma macia com forro, e o outro com uma espuma um pouco mais rígida, mas sem forro.
Foram quase dois meses dormindo com ele no chão. Me acostumei, e descobri que gosto de camas baixas.
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Na Argentina descobri como reutilizar tudo e transformar em móveis e outros utensílios. Várias das prateleiras da minha casa com a Adela eram feitas de gavetas. Sim, gavetas, algumas com divisórias instaladas no meio para aumentar a capacidade de carga.
Mas o que mais adorei foram as camas feitas de paletes. Paletes são aquelas "coisas" de madeira em que se apóiam caixas nos atacadões e mercados. É uma madeira resistente, uma peça rústica e linda.
Cada palete geralmente tem 1,15x1,20. Precisaria de quatro destes, iria amarrá-los e montar uma cama. Pesquisei onde comprar, tinha alguma informação de que conseguiria algo no CEASA.
Falei para os meus pais. Obviamente eles odiaram a idéia.

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Começaram com um papo de cama em MDF. Até hoje não sei o que significa essa sigla, que raio de material é esse, mas pelo jeito é o novo "must" da movelaria.
Depois de semanas de conversas por telefone, me convenceram de que podiam comprar a tal madeira, meu pai cortar e montar a cama.

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Ligo novamente para saber quando eles vêm, e pasmem: minha mãe tinha comprado uma cama num brechó. "Uma cama turca, linda!" Que raios é uma cama turca?
Se fosse pra pegar uma casa de casal, tinha procurado pelo Freecycle, sempre tem sobrando na casa de alguém (e isso não é mentira).

Mas tudo bem, dou mais um voto de confiança. Procuro a foto no Google Images, a esperança de ser ao menos algo um pouco exótico ou pitoresco. Que nada! Cama turca é uma cama comum, só que sem cabeceira. Ao menos tivesse lugar para pendurar roupa.
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A moral da história: tenho um elefante branco no meu quarto. Uma cama meia boca, nada a ver comigo ou com o que eu queria. Talvez fique com o estrado e mande ela pras cucuias.
Cansei da invasão do privado, do não saber ouvir a vontade do outro!

Eu quero 4 paletes. E é isso que eu vou ter.

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Ah sim, os lençóis!
Bem, escrevo depois...