domingo, 5 de abril de 2015

Engravidou porque quis!

Preencha o início da frase "____ engravidou porque quis!"
-Ele a
-Ela

A responsabilidade pela contracepção está socialmente sob responsabilidade das mulheres.
As frases "não se cuidou", "tem como evitar", "engravidou porque quis", são quase sempre direcionadas às mulheres, raramente aos homens. E quando uma gravidez indesejada acontece, muitas vezes a mulher ainda tem que lidar com estigmas como fez "pra prender o homem", "pra ganhar pensão", "ela usou ele", entre outros comentários para lá de machistas.

Caros leitores: mulher nenhuma engravida sozinha. Sempre tem um pai. Mulheres ainda não são hermafroditas que se auto-fecundam. Logo, parem de responsabilizar a mulher pela contracepção. Ela é responsável por 50% dela.

MULHERES
  • Nenhuma mulher deve ser obrigada a tomar anticoncepcional, e deve ser bem informada sobre os riscos a sua saúde e a possível redução da fertilidade caso o faça.
  • Nenhuma mulher deve ser obrigada a controlar o ciclo menstrual.
  • Nenhuma mulher deve ser obrigada a tomar pílula do dia seguinte.
  • Nenhuma mulher deve ser obrigada a usar DIU.
  • Nenhuma mulher deve ser obrigada a transar sem camisinha.
  • Nenhuma mulher deve ser obrigada ou proibida de abortar.

Se você é homem, vá procurar soluções. E abstenha-se de qualquer debate sobre aborto se você não se responsabiliza diretamente sobre a contracepção na sua vida sexual. Homens, vejam suas opções:

É preciso que nós, enquanto sociedade, pararemos de responsabilizar apenas a mulher sobre a contracepção.
O sexo não precisa ter fim reprodutivo, mas ele tem como um dos fundamentos da sua biologia a reprodução.
Então é mais que necessário que casais e parceiros assumam essa responsabilidade juntos.
MULHER, VOCÊ NÃO É A ÚNICA RESPONSÁVEL.

Sem puritanismo, é preciso que cada mulher e cada homem reflitam que cada parceiro sexual da sua vida tem o potencial de ser o pai ou a mãe de seu filh@, por mais que os métodos anticoncepcionais existam.

Sejamos responsáveis nas nossas ações e nos nossos discursos. Todos têm que se empoderar deste debate!

Esse texto é uma parte sobre uma série que irei escrever sobre a legalização do aborto.


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