segunda-feira, 5 de junho de 2017

Biorama 2017 (Viena)

Em meados de maio aconteceu em Viena a feira Biorama. É uma iniciativa da revista de produtos orgânicos Biorama.
Aqui, listo algumas das coisas interessantes achadas por lá!


Achill und Söhne
Loja de sapatos em Viena, mas sobretudo, produtores de um equipamento para fortalecimento dos pés. Trabalham com marcas ortopédicas, e tem opções veganas.


Magdas Design

É um empreendimento social, que tem empregado refugiados em Viena. O produto chave é o copo (e potes) produzidos a partir de garrafas de vinho. Além dos produtos de design, há um restaurante e o projeto de um hotel. Há uma parceira com a Cáritas.
O Magdas Hotel está com uma campanha de financiamento coletivo. O hotel fica entre o Prater e o Museu Hudertwasser.


Obsthof Retter

Cidra e sucos orgânicos produzidos na Áustria.
Código de desconto de 5 euros: FairFair


Allram.

Outros produtores de pães e outras gostosuras orgânicas da região de Viena.


LukasHof
Produtores de pestos, vinagres, mel, hidrolatos entre outros produtos. Membros do Slow Food Styria. Orgânicos desde 1987.


Ich mach es anders Tour
Empreendimento de turismo em Viena, Sabrina faz tours guiados por alguns distritos da cidade. 45 euros por pessoa, em grupos (acho caro).
Desconto: imea_FairFair 2017


Mauracher Bio-Hofbäckerei
Produtos de diversos pães orgânicos em Sarleinsbach. Os pães estão disponíveis em diversas lojas em Viena.


Erdbeer Woche
Empreendimento ligado à menstruação e outras questões femininas. Comercializam absorventes orgânicos, absorventes reutilizáveis e coletores menstruais!
Dica: o pacote de produtos testes por menos de 15 euros!
Tem também absorventes de pano.


Kongy

Marca de esponjas feitas a partir de fibra de Konjac. Achei caro (8 euros) pra um produtos que dura em média 3 meses.


Ringana

Marca austríaca de cosméticos naturais e sem conservantes. Há marca apenas vende online e/ou por consultoras (como a Natura no Brasil).
A moça que nos atendeu foi legal e nos ofereceu o óleo de limpeza da boa, então deixo o contato: Verena.


Gary Mash
Utensílios de cozinha deitos a partir de fibras de bambu e milho. No entanto, ainda produzidos na China.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sobre a vinda do cacique Ládio Veron à Viena

Na semana passada, o cacique da etnia Guarani-Kaiowá Ládio Veron esteve em Viena. Com o objetivo de ampliar o apoio internacional à luta pela terra no Mato Grosso do Sul (MS), e dar visibilidade ao genocídio indígena acontecendo há tantos anos por lá, ele está passando por diversos países da Europa em uma viagem financiada pelo Tribunal Popular. Acompanhando o cacique voluntariamente nessa viagem com fundos próprios enquanto tradutor e facilitador, está Jordi, espanhol que vive no Brasil e trabalha como educador em São Paulo, possivelmente na TI Jaraguá.

Se você ainda não sabe do genocídio dos Guarani-Kaiowá, há um relato oficial no site da Câmara dos Deputados e na página do ISA.

O povo Guarani-Kaiowá vive em constante conflito com pistoleiros, milícias e paramilitares dos grandes fazendeiros no Mato Grosso do Sul. Marcos Veron foi executado em 2003.  Cloudione Rodrigues Souza em 2016. Eles vivem hoje como refugiados de guerra em barracas de lona às margens das rodovias, por ser território da União. Mas não se come, não se caça, não se planta, não se vive dignamente nessas condições.

O território hoje em disputa pelos Guarani-Kaiowá é ocupado por cana-de-açúcar e usinas. Vale relembrar da relação entre açúcar e trabalho escravo no Brasil, que no MS costuma ser mais que em outros estados, de trabalhadores indígenas.

O povo Guarani precisa de terra para poder viver conforme suas práticas e costumes. Hoje uma Reserva Indígena próxima a Dourados abriga mais de 15 mil indígenas, em um território que não tem capacidade de carga para todas essas pessoas (3500 hectares). Eles tentam reconquistar os territórios perdidos durante o processo de regulamentação fundiária, mas são constantemente despejados. Em março deste ano a ministra Carmen Lúcia barrou uma ação e reintegração de posse contra os Guarani-Kaiowá, pelo grave risco de perdas de vidas humanas. Existem, ao menos, pequenas vitórias.

Se você é um urbanóide e acha que 3500 hectares está mais que bom, preciso te explicar que não. O modo de vida indígena não é o mesmo de um morador de apartamento na Zona Sul do Rio ou em São Paulo. Eles precisam de terra para produzir, se não tudo, boa parte da sua subsistência. Não se pode usar os mesmos parâmetros de vida que a nossa cultura neoliberal nos impõe para eles. Do ponto de vista legal, já existem 16 terras homologadas pela FUNAI, mas que ainda não passaram pela assinatura enquanto decreto presidencial. A PEC 215 piora o cenário, passando a demarcação de terras indígenas do poder executivo para o legislativo.


Para saber mais sobre os Guarani-Kaiowa, acesse:
- Entrevista com Spenzy Pimentel
- Comitê Internacional de Solidariedade ao Povo Guarani-Kaiowá
- Reserva Indígena de Dourados (Jaime Ribeiro de Santana Junior)
- Sobre a demarcação das terras Kaiowá e Guarani no Mato Grosso do Sul
- Para entender mais sobre demarcação - FUNAI


Qual o objetivo dessa jornada?

O povo Guarani-Kaiowá organizará um seminário de observação internacional em seu território, a partir de 15 de agosto, que culminará com uma plenária.

Nesse momento, eles buscam observadores internacionais para participar deste acampamento que durará quase 2 semanas. Em Viena, quem organizou a vinda do cacique Ládio foi o grupo Samba Attac (que além de se engajar com questões políticas no Brasil, faz samba).

Há necessidade agora é mobilizar cidadãos austríacos (preferencialmente que falem português) e mobilizar fundos para que eles possam ir ao Brasil.

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Uma pequena experiência pessoal, pra você que não acredita na violência do MS

Volta pra 2011, quando eu trabalha pro GAIA Social nos municípios de Brasilândia e Três Lagoas para um projeto financiado pelo Instituto Votorantim: responsabilidade social empresarial.

Trabalhava em um diagnóstico sócio-econômico, que seria usado de base para o o estabelecimento de cadeias produtivas locais. Como o objetivo era integrar as comunidades mais vulneráveis, fazia parte do processo inicial avaliar o potencial e o interesse da comunidade em participar do projeto.

No entanto, para se visitar uma Reserva Indígena pela primeira vez é necessário estar acompanhado de um agente da FUNAI. Pela manhã, peguei o carro do projeto e fui buscar o técnico da FUNAI no escritório no centro da cidade, em Brasilândia. Dali tínhamos algo em torno de 40 quilômetros em estrada de terra arenosa do cerrado até a aldeia.

Eu estava dirigindo, e lá pelo quilômetro 10 desse trajeto, no meio dos chacoalhões dados pelo carro por conta das ondas de areia na estrada, vejo que o técnico ao meu lado estava sem o cinto de segurança.
 - Será que você poderia colocar o cinto? O carro está chacoalhando, por segurança.
Ele levanta a camisa, e me mostra uma pistola na altura da cintura.
- Sabe o que é, não posso colocar o cinto, porque se algum carro interceptar a gente na estrada, eu preciso conseguir me mexer rápido pra sair do carro.
Meu coração dispara. Oi?? Como assim? E eu, fico aqui pra ser baleada? Começo a dirigir com todos os sentidos, esperando uma emboscada a qualquer minuto.
- Eu investiguei a venda ilegal de maquinários pelo antigo cacique, que fugiu com o dinheiro. Achei as máquinas, mas os fazendeiros que compraram os equipamentos ilegalmente não querem ser investigados. Então estou marcado de morte.

Em menos de 4 dias, felizmente, ele conseguiu ser realocado pela FUNAI em outro município, para ter a chance de seguir vivendo.

O que acontece com muitos fazendeiros no Mato Grosso do Sul, é crime organizado, extremamente armado, e sem nenhum pudor em tirar vidas.




Demarcação Já!




sábado, 6 de maio de 2017

Um passeio no Museu de História Natural de Viena


No final de março aproveitei o último dia do meu desconto pague 1, leve e 2, e levei uma companheira de aventura pra passear no Museu de História Natural de Viena.

A primeira vez que eu fui a um Museu de História Natural foi em La Plata, na Argentina. Desde então, acho eles a coisa mais interessante do mundo. Visitei todos os de Paris (lá são vários prédios separados), o de Londres, de várias outras cidades menores (como Bergamo),  e finalmente, o de Vienna.

Em um museu de história natural você pode encontrar pedras (a parte de mineralogia), fósseis (os esqueletos e outras partes de animais, plantas e outros seres vivos que petrificaram durante a história geológica), até animais empalhados (taxidermizados) e plantas. 

Se você quer se surpreender com coisas não antes imaginadas, como ver verdadeiros fósseis de dinossauros, esqueletos de animais extintos a menos de 100 anos, e entender o quanto a espécie humana tem dedo em várias coisas acontecendo ao redor do mundo, não deixe de passar.

É também uma outra opção para conhecer sobre animais e vê-los, sem ser zoológicos, ainda que muitos animais de fato tenham morridos simplesmente para serem peças de museu.

A entrada custa 10 euros, e às quartas-feiras, o museu fica aberto até às 9 da noite. Fora a coleção em si, que é fantástica, o prédio construído ainda durante o Império no fim do século 19, é uma atração a parte.


Escultura feita com quarzo rosa.

Fóssil de tartaruga!!!




Fora a parte zoológica, há uma sessão sobre a evolução humana e arqueologia.
E aí dá pra brincar de colocar sua fotinha em reconstruções de roupas de diferentes períodos.




Aqui estou transformada em uma Homo floresiensis, que viveu na Terra entre 95 e 17 mil anos atrás.

"As a Homo floresiensis, you live just 95,000 to 17,000 years ago on an island in what is now Southeast Asia. You are verysmall... with a brain only about a third the size of modern humans. But you make tools, control fire, hunt a variety of animals, and your small size helps you survive on an island with limited resources."






quarta-feira, 3 de maio de 2017

6 idéias criativas para presentear

Há um ano atrás, escrevi sobre o quanto não gosto da ideia do "Amigo da onça", onde pessoas gastam dinheiro comprando objetos inúteis vindo da China.

Como não vale só criticar, fica a dica de presentes mais interessantes para o próximo aniversariante, dia dos namorados, mães, ou qualquer ocasião que caiba!

1. Objetos impressos de artistas independentes

Crocomila é a assinatura da arquiteta e cartunista Diana Helene.
As gravuras da mesma estão disponíveis em diferentes objetos pelos Society 6.
Nessa página você encontra o trabalho de muitos outros artistas.

Tem muita coisa.
Outra ideia são as estampas e tecidos do Atelier Veredas.

Estampa Arranjo, Atelier Veredas

2. Roupas artesanais

Cachecóis e outras peças de vestuário da Alecrim.


Cachecol capuz da Alecrim


3. Livros de editoras independentes

Há uma quantidade imensa de conteúdo literário de ficção e não-ficção, infantil, adulto, produzido por editoras independentes ou editados por Crowfunding. Dê uma chance a esses artistas, e aos amigos de poderem desfrutar de novos conteúdos.

Algumas ideias.

Editora Polen - Tem edições interessantes sobre mulheres na história, feminismo, além de quadrinhos e algumas edições infantis.


4. Procure a feira de artesanato local
Quase toda cidade tem uma feira de artesanato. Além de você fazer girar o dinheiro localmente, fazendo a economia da sua região crescer, é possível fazer pedidos específicos de peças, e concriar junto dos produtores.

Fora as feiras, procure os pequenos ateliês da sua cidade.
Em Itajubá, o Ateliê Mani tem desenvolvido peças de ourivesaria com prata, cordões de plantas amazônicas e pedras coletadas em Minas Gerais.

Pulseira de pedra Opala com fio de tucum. Ateliê Mani - MG

5. Música independente

Há muita música boa e de qualidade que você não se ouve na rádio e na TV.

A Tratore é uma das distribuidoras dos músicos independentes no Brasil.

Música infantil
Cantavento
Encantoré

Música pra todas as idades
Conjunto Subindo a Ladeira

6.Tratamentos e cuidados pessoais

Massagens, sessões de acupuntura, osteopatia, reiki, cursos, são excelentes maneiras de presentear alguém! Procure profissionais na sua região!
Em Campinas, recomendo a terapeuta Elisa Milluzi, mas tem também muitos outros profissionais!


Tem algumas outras ideias disponíveis no post "6 marcas brasileiras que você precisa conhecer".

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Aïd al-Kebir no Marrocos

Uma das grandes festas do calendário islâmico é o Aïd al-Adha, também conhecida como festa do sacrifício. No Marrocos, é a "fête du mouton", já que nesse dia, cada homem chefe de família deve sacrificar uma ovelha.  A história do sacrifício de uma ovelha vem lá do antigo testamento, com Abraão e seu filho Ismail, e que é mantida nas práticas do Islã.

A festa do sacrifício dura 4 dias é a mais importante do islã. Ela precede a data da peregrinação à Meca, o hajj.

Para se sacrificar o pobre animal, é necessário comprá-lo. Muitas famílias fazem empréstimos para isso, pois o preço do animal é caro para a renda média de uma família marroquina. Há pessoas que também doam um animal para uma família mais pobre, pois passar um Aïd sem sacrificar um animal, seria um problema nos rituais e práticas do islamismo. O cordeiro pode ser substituído por uma cabra ou boi de mais de 2 anos, ou um camelo de mais de 5 anos.

Mercado de cordeiros em Rabat. Setembro 2015.
Muitas famílias compram o animal dias ou semanas antes da data, para garantir bom preço ou boa mercadoria, e cuidam do animal no próprio apartamento por alguns dias (sim, vi um cordeiro subindo as escadas do meu prédio).

Sobre o abate em si, no Marrocos, qualquer um e em qualquer lugar pode ser feito. Na Europa, há proibições de se abater animais nas cidades ou espaços domésticos, e isso gera debates sobre limites entre tolerância religiosa e saúde pública.

Alguns prédios mais "chiques" em Rabat tem salas de abate: local para lavar o animal, banjos para pendurar a carcaça, mesas para limpar o animal depois de morto.

Não estava lá no dia do sacrifício, mas dizem que a cidade cheira a sangue e morte. Algumas das padarias e outros locais com grandes fornos prestam serviço de assar.








Além da matança dos animais, nessa data costuma-se oferecer presentes às crianças: brinquedos ou roupas novas.


Carneiro sendo transportado em moto. Rabat, setembro 2015.

Para terminar, segue uma imagem triste, de cabras sendo colocadas para o transporte no porta-malas de um carro. Nos meus estudos sobre carne Halal, descobri que uma leitura mais aprofundada do Alcorão fala de respeito e amor aos animais. Não imagino que esse tipo de tratamento seja de fato, Halal.


A festa do Aïd al-Kebir esse ano, possivelmente será no dia 01 de agosto.

E me pergunto sobre veganos-muçulmanos (se é que eles existem, já que em um ano procurando pelo Marrocos, não encontrei ninguém), como vêem essa relação da festa do sacrifício com a libertação animal.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Museus históricos de Moscou


Moscou é cheia de museus!
Tem muito, muito museu! E eu estive particularmente envolvida com os de história.

Segue a minha resenha pra novos visitantes!

Informação importante: quase todos os museus de Moscou são gratuitos no 3o domingo do mês.
Os museus costumam fechas de segunda ou terça.

Museu Histórico Nacional
Localizado na Praça Vermelha. O prédio em si é maravilhoso, construído pelo Imperador no final do século XIX.

Esperava mais, porque os relatos acabam com o período final da Monarquia. Nada sobre a revolução, queda do império, Guerra Fria, ou qualquer coisa posterior a 1900. Acho que o audio-guia é imprescindível, porque há poucas coisas traduzidas. E ainda assim, o audio guia é bastante simplório, não abarcando todas as salas ou peças.

Entrada: 400 Rub
Audio-guia: de 200 a 350 Rub.

Museu Histórico Nacional (à esquerda)

Árvore genealógica das dinastias na Rússia
Tumba funerária do período pré-medieval
Estátua do período da invasão mongol
Adicionar legenda
Sapator preservados graças às baixas temperaturas

Mapa do período da invasão mongol






Moedas utilizadas no período medieval


Museu de História Contemporânea Russa
Esse ano, em edição especial de celebração de 100 anos da Revolução Russa.
Ainda assim, aqui havia história do processo da revolução, até 1918. E volta em 1987 com a crise do Regime Soviético, fim da Guerra Fria, e independência das Repúblicas da ex-URSS (CCCP em Russo).

O Museu de História Contemporânea fica na linha verde, perto da estação Tverskaya.

Entrada: 250 Rub.










Museu da Segunda Guerra Mundial
O Museu Central da Grande Guerra Patriótica foi construído alguns anos depois do final da guerra, no governo de Stalín, fica no Parque Pobedy, que é or si só uma atração.
Ele é interessante pela exuberância, e por narrar a guerra com um olhar do Leste: as grandes batalhas do Pacífico, a crise com o Japão, a participação dos países Sul-Asiáticos, e uma porção de coisas que nunca de fato aprendemos na escola.
Os museus da Guerra na Europa são mais centrados nos campos de concentração nazistas na Europa do Leste, na invasão à França, na chegada dos americanos na Normandia, enquanto aqui fala-se dos acordos entre a Rússia e o governo chinês, na independência da Mongólia, e punhado de outras coisas interessantes.

Além disso, tem um apelo da opulência do governo soviético, na importância das batalhas vencidas pela Rússia em Stalingrado e em Moscou, na crises com os países nórdicos como Finlândia, Estônia, Lituânia. Pela primeira vez, entendi o porquê de ter sido uma Guerra Mundial, e não um conflito na Europa que incluía Japão e EUA.

Entrada: 250 Rub



Estátua de soldado chinês e russo 
Reconstrução da posição dos snnipers nazistas na Batalha de Berlim

Dá pra ler mais nesse blog.

Museu Arqueológico de Moscou

Visitei porque estava grátis. Só recomendo nessas condições.
é interessante, porque mostra as fortificações subterrâneas existentes na Praça Vermelha.



Bunker 42
Não fui, mas recomendo a visita ao Museu Bunker 42, que fica na estação Taganka
A entrada é um pouco cara, quase 2000 rublos, e depende do tour que você quer fazer. A reserva me pareceu um pouco complicada também. Mas são os túneis construídos para defesa de arma nucleares durante a Guerra Fria.


Parque Histórico "Rússia, minha história"
Esse museu fica no Parque VDNKH, é todo futurista, e parece um pouco "kitchy".
Porém, ele parece bem mais didático que o Museu Histórico Nacional, tem mais ferramentas multimídias, mapas e diagramas. Quem for, me conta!

Entrada: 500 Rub.
Fechado às segundas.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Minhas anotações da palestra sobre o acordo previdenciário Brasil-Áustria (2016)

Previdência social na Áustria 

INSS e Ministério do Trabalho e Previdência Social

O texto está finalizado. Passa pela análise jurídica. Depois de assinado vai para o Congresso Nacional. 

Expectativa de dois anos no Congresso. 

Acordo ratificado. 
Quando passa pelo congresso, há um decreto de autorização. 
Os dois parlamentos vão trocar notas. 
E nesses textos diz-se quando o acordo vai entrar em vigor. Isso é só uma fase. Demora pra entrar em vigor. 

Inss- assuntos internacionais 
Lá estao todos os textos em vigor, os em negociação e os assinados. 

Quando o acordo estiver finalizado, vai para a página. É nesse site que se imprime os formulários. 

Benefícios previstos: Aposentadoria por idade e por invalidez e pensão por morte. 

Eva de Oliveira Rodrigues
Premissa: tempo de contribuição sejam considerados para a totalizacao. 
Mínimo de 15 anos de contribuição. 
Cada país paga a sua parte. 
Nunca se paga a totalidade. 
As idades são diferentes.

Os requisitos tem que ser cumpridos nos dois países. 

No Brasil há uma agência específica para uma das 7 agencias do INSS que fazem o internacional. 

No Brasil, vai ser analisado e o benefício vai ser concedido de forma pro-rata. 

Áustria: 62 anos é a idade mínima para aposentar. 

Cidadania: não tem problema ter perdido a cidadania brasileira. 

Duplo recolhimento:
Lei diz que não pode pagar os dois. 
Só se pode pagar facultativo se não houver acordo. 
Tenta-se tirar essa trava. 
Quando o acordo entrar em vigor, deixe de pagar. 
Sem o acordo, teriam ter 2 aposentadorias, uma no Brasil e uma na Áustria. 

Previdência: tempo e valor

Segunda etapa do cálculo: tem os 15 anos, mas 7 anos era da Áustria. 

Decreto de renda 3000:
Residentes no exterior: reter 25% na saída (a não ser que exista acordo de bi-tributação)
Quem vai reter é quem paga o
Benefício. Isso não é com a previdência. Competência da Receita Federal. 

Contribuição facultativa: só parar de pagar. 

12 acordos bilaterais 
Ibero-americano e Mercosul
Pode-se fazer a remessa do dinheiro diretamente. Fato gerador dos 25% é a residência no exterior. 

Portugal e Espanha
Portugal: 25% o pais que paga o benefício 
Espanha: o pais de residência é quem fica com a retribuição. 

O acordo é para a carência. 

40 anos para a aposentadoria integral na Áustria. 
O acordo é para a contribuição de base. 

Aposentadoria por tempo de contribuição não está no acordo. 
Apenas aposentadoria por idade em idade regular. 
Tentarão tirar essa restrição.

Fe de vida- pode fazer no Consulado.