sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Pão de queijo de inhame

Há alguns anos, em um ano novo em Pocinhos do Rio Verde, aprendi essa receita de pão de queijo que não leva, e fica extremamente crocante por fora, e cremoso por dentro.

Dá para fazer uma variação dessa receita sem o queijo (chamado pelos veganos de pão de beijo).

Ingredientes
- Polvilho azedo (500 g)
- Óleo (canola, girassol, azeite, ou o que você achar melhor)
- 500 gramas de inhame
- água (+- um copo)
- queijo meia-cura ralado
- sal (a gosto)

Como fazer
- Cozinhar, descascar e amassar os inhames.
- Adicionar o polvilho ao inhame (separar uma parte, e ir adicionando depois até dar liga)
- Ferver um copo de água, e misturar o óleo com a água quente (batendo com um garfo em um copo)
- Adicionar a água fervente à mistura de polvilho-inhame.
- Misturar com uma colher, para não queimar a mão.
- Assim que esfriar um pouco, amasse (sove) a massa até dar ponto.
- Adicione o sal (e o queijo, se quiser).
- Molde. Cubra as mãos com óleo antes de começar para não grudar.
- Coloque em uma forma untada com óleo.
   deixe espaço entre as bolinhas, pois a massa cresce ao assar.
- Asse em forno médio até o ponto que gosta, por volta de 30 minutos.

Misturar

enrolar

Assar!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Como tirar o visto D para a Áustria

O visto D é um visto que permite a permanência na Áustria por um período de 3 a 6 meses. Ele deve obrigatoriamente ser tirado na Embaixada da Áustria no Brasil, em Brasília.

Depois de ter toda a documentação organizada, basta enviar um e-mail para a Embaixada, pedindo uma data para agendamento. Em geral, indo à Embaixada de manhã o visto está pronto no fim do dia, mas eles sugerem ficar pelo menos 2 dias em Brasília para evitar problemas.

E-mail da Embaixada em Brasília: brasilia-ob@bmeia.gv.at

Quais as condições para se tirar o visto D?

  • Estudo em escola ou universidade
  • Estudo de alemão
  • Viagens de negócios/treinamentos
  • Visitas particulares
Vale ressaltar que para todas essas situações, deve-se poder comprovar duração superior aos 3 meses. Se não, o visto de turista seria suficiente.


Documentos/requerimentos para tirar o visto D
(tudo que você precisa levar no dia da sua entrevista em Brasília)

1 - Comprovar a razão da viagem

  • Se visita familiar: carta convite
  • Se estudo de alemão: comprovante de inscrição no curso de alemão.


2 - Comprovar residência
- Você precisa apresentar o Medelzettel (comprovante de residência), um documento (RG ou passaporte) e uma carta, da pessoa que irá te hospedar na Áustria,

3 - Comprovar meios de subsistência (dinheiro)Você precisar comprovar ter condições financeiras de viver no período do seu visto na Áustria sem trabalhar.
O que eu apresentei:

  • Uma carta do meu pai, com os seus holerites e uma cópia do meu cartão de crédito ligado ao dele, dizendo que ele iria disponibilizar um valor x por mês (em português)
  • Print da minha conta bancária e do meu dinheiro disponível em conta corrente e poupança.
  • Carta do meu namorado, dizendo que não precisaria pagar nenhum custo de moradia durante o período (em alemão)
Possivelmente, não precisa disso tudo, mas eu preferi chegar com todas as justificativas possíveis para não ter problema.


4 - Apresentar passagem de ida e volta, e seguro de saúde cobrindo todo o período.
Você precisa levar a passagem comprada para as datas corretas de ida e volta, além do seguro saúde.

5 - O  Passaporte
Seu passaporte deverá ter uma validade mínima de 3 meses a partir da do fim do seu visto.

6 - Fotos padrão europeu
Eu tinha feito essa foto ainda aqui na Europa. Não sei onde fazer no Brasil. Aparentemente tem um local próximo a Embaixada em Brasília que faz, mas não tenho o endereço.

7 - O formulário de requerimento do visto
O formulário deve ser levado preenchido e assinado.
Ele está disponível para download aqui.


Em linhas gerais, é isso! Se alguém tiver mais informações, deixe nos comentários.


Abaixo, a cópia das informações que eu recebi da Embaixada quando




Crocoparc Agadir (e a taxonomia do Crocodilo do Nilo e da África do Oeste)

Agadir é uma cidade litorânea, "capital" do óleo de argan, balneário tanto de marroquinos no verão, quanto de europeus no inverno. Dentro da indústria do turismo, foi recentemente criado um parque temático sobre crocodilos na cidade.

Crocopark, uma fazenda de crocodilos do Nilo (Crocodylus niloticus) que funciona como um zoológico/parque de atrações. A justificativa do empreendimento é . Segundo eles, é uma espécie em extinção, e por isso estão fazendo um bem em mantê-los ali em cativeiro.

A realidade no entanto, é outra. O crocodilo do Nilo pode ser extremamente problemático enquanto espécie invasora. Há relatos na Flórida da presença da espécie e competição com as espécies nativas. Este risco também existe em Agadir.

O crocodilo da África do Oeste (Crocodylus suchus), também conhecido como crocodilo do deserto,  seria o espécime nativo do Marrocos, que deveria estar presente nesse parque caso a intenção fosse repovoar ecossistemas do país. Essa era a espécie também usada em mumificação no Egito. Essa espécie é mais dócil do que a do Crocodilo do Nilo.

Até 2011, as duas espécies ainda não estavam formalmente separadas taxonomicamente, possível razão para a escolha da espécie do parque.

O parque fica nos arredores de Agadir, mas é possível ir de carro ou táxi até o local. A entrada custa por volta de 10 euros (120 DHS).

Crocodilo do Nilo no Crocoparc Agadir


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Tian - Alta gastronomia vegetariana em Viena


Há uma semana tive a oportunidade de pela primeira vez na minha vida ir a um restaurante “de verdade”. Quero dizer, aquele tipo de vivência gastronômica, com vários pequenos pratos onde se prova muitos sabores. Sonho antigo do qual já tinha desistido quando me tornei vegetariana.
Restaurante Tian proporciona isso, mas a um preço que varia de 110 a 150 euros por pessoa. 

O restaurante de propriedade do chef Christian Halper opta por usar vegetais e legumes que não estão "na boca do povo". E de fato, me surpreendi com um prato principal a base de raiz de salsinha. Eles também já receberam muitos prêmios, e tem uma estrela Michelin. A outra filial do restaurante está em Munique, na Alemanha

Imaginei que um dia, quem sabe, com um super novo trabalho, uma celebração de bodas de prata, ou algo do tipo, um dia, poderia me dar ao luxo de pagar isso. Até que recentemente descobri sobre a existência do Tian Bistrô. Não é que seja de graça, mas 2 pessoas podem comer por 50 euros. Aproveitei a desculpa dos 2 anos de namoro pra ir lá gastar esse dinheiro.

Abaixo seguem as fotos do menu "Sharing's Chef Garden" para duas pessoas. Para ser perfeito, só falta ser 100% vegano. A verdade é que dos pratos aqui mostrados, aparentemente nenhum continha leite ou ovo, mas não posso afirmar com certeza.

O menu é composto por 1 entrada fria, 2 entradas quentes, 1 prato principal e 1 sobremesa.

O MENU
Tian (céu) - névoa de pinhole com repolho roxo e purê de maçã.
 O primeiro prato chama-se Tian, que significa paraíso em chinês. A névoa é incrível, aquela sensação engraçada de leveza na boca, e a combinação de sabores é algo que nunca tinha visto antes.

Na sequência veio um prato com abóbora assada. O molho leva canela, e a quinoa tostada deu uma crocância fundamental ao prato.

Abóbora com canela e quinoa tostada
A terceira entrada foi um prato a base de cebolas com missô. Delicado e saboroso.

Echalotes com molho de cebola
O prato principal foi a coisa mais exótica: um legume simples, uma raíz qualquer, mas preparada com tanto esmero que eu queria lamber o prato.

Raíz de Salsinha com pasta de caju e creme de uvas
 Mas pra fechar, esperava mais da sobremesa. Sou do grupo da "Fruta não é sobremesa", e apesar de saboroso, não deixou de ser pra mim fruta servida com sorvete.
Pêra ao vinho com sorvete de arroz
Enfim. Um pequeno relato. Se alguém mais já provou ou vier a provar, deixa aqui a sua opinão!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Puy en Valley

Em setembro de 2014 tive a oportunidade de visitar a cidade de Puy en Valley, na França.
Ela é parte de uma das grandes rotas do Caminho de Santiago de Compostela.




domingo, 15 de janeiro de 2017

Orgânicos na Áustria

A Áustria é o país que mais produz orgânicos (proporcionalmente a toda sua agricultura) na União Europeia. Os produtos orgânicos estão disponíveis em todos os supermercados, dos mais caros (Merkur), aos tradicionais (Billa, Spar) aos populares (Hofer, Penny).

Além das grandes redes, há lojas especializadas em orgânicos. A rede Denn's Biomarkt é a principal loja de orgânicos no país.

Mas além das lojas tradicionais, Viena tem outros circuitos de distribuição, incluindo as cestas, CSA e as Cooperativas de Consumo (FoodCops).

Adamah é uma loja física e virtual, que entrega cestas em casa. O sistema das FoodCops é um pouco mais elaborado, e demanda tempo para participar. Em breve explico melhor, mas uma lista de como elas se organizam nos distritos de Viena e outras cidades da Áustria está disponível na páginas deles, foodcops.at .

Há também feiras especializadas em orgânicos. A Freyung, além de orgânica, é de produtores locais. Ela é pequena, e acontece às sextas e sábados. Josefstadt é outra opção ao sábados (das 9 as 13h00). Os produtos da Adamah estão disponíveis às sextas-feiras no WUK (Werkstätten und Kulturhaus).
Uma lista a maioria das feiras de Viena está disponível aqui em alemão.

Um bônus: o mercado de Natal de Karlzplatz, é 100% orgânico. Todos os alimentos e bebidas vendidos por lá são certificados, e a maior parte dos produtos vendidos é trabalho artístico e artesanal da mais alta qualidade. Recomendadíssimo!



sábado, 14 de janeiro de 2017

Hidromel

Finalmente, nas festas de Natal de 2016, tive a chance de provar o famoso Hidromel.
Morando no Brasil, isso era pra mim lenda urbana, bebida dos antigos vikings pré-idade média. Até que em um mercado de Natal em Bratislava, Eslováquia, a bebida era vendida em quase todas as barracas.

Em inglês, o hidromel é conhecido como "Mead". Em alemão, Honigwein. E na Eslováquia, Medovina.

É uma bebida alcóolica, levemente adocicada, que no inverno é bebida inclusive aquecida (como um vinho quente.

Na Áustria, um dos locais onde se pode comprar é a loja Apimea.
No Brasil, há algumas marcas produzindo a partir das receitas européias: Valhala (Campos do Jordão), Skald (Rio de Janeiro) e IggDrasill.

Alguém mais já provou?
O que achou?
Se conhece outras marcas, por favor, adicione nos comentários!