Ok, eu sei, faz tempo que eu não escrevo aqui. Explico isso depois...Hoje já é dia 11 de agosto, então calculem o tempo que não estou demorando pra finalizar um texto! :(
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Diz a lenda que Campinas é uma cidade gay, e aos visitantes recomenda-se não beber a água dessas terras.
Pois bem, a lenda tem sim, um pouco de verdade. Ah, e que fique claro que isso não é um texto homofóbico, por favor, quem me conhece saberia.
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Resumidamente, após 4 anos de coleta da água potável servida aos cidadãos, foram encontrados os seguintes compostos: dietilftalato, dibutilftalato, cafeína, bisfenol A, estradiol, etinilestradiol, progesterona e colesterol.
Copiando um pouco do texto do Jornal da UNICAMP, vamos a uma
breve análise.
Concentração de hormônios:
etinilestradiol (1,6 µg/L)
Considerando a soma desses valores, chegamos a um total de 5,5
µg/L de hormônio "tipo" feminino por litro de água de Campinas. Uma pessoa deve ingerir 2 Litros de água por dia, em média. Em um mês, essa pessoa que bebe água de Campinas, possivelmente ingeriu em torno de 330µg de hormônios femininos análogos (0,3 miligramas).
Um anticoncepcional de baixa dosagem de hormônio, como a Yasmin, possui 3 mg de drospirenona e 0,03 mg de etinilestradiol. Logo, consumindo diariamente 2 litros da água de Campinas, temos 10% da dosagem de etinilestradiol que a pílula Yasmin.
Pode parecer pouco, e possivelmente não há nenhum estudo que venha a provas os impactos destes hormônios nos seres humanos, a dosagem é baixa, e não é do interesse nem da
SANASA, que não tem tecnologia para tratar essas substâncias na água, muito menos das indústrias farmacêuticas que querem convencer todas as mulheres do mundo a tomar anticoncepcionais endógenos, sejam eles pílulas, injeções ou adesivos.
Estamos falando de hormônios, mas há resíduos também de outros medicamentos, como os analgésicos (dorzinha de cabeça), anti-inflamatórios (dor de garganta), e anti-térmicos (febrinha qualquer).
Estejamos cientes que diariamente consumimos interferentes endócrinos.
E aí, falando dos tais componentes endócrinos, chamo pra roda a dissertação de mestrado de minha querida amiga, conhecida carinhosamente como Bugia.
Ela vai tratar do caso do Imprinting estrogênico, que é quando, em um macho, o hormônio feminino liga-se aos receptores de hormônios femininos, impedindo a ação dos hormônios masculinos.
Ela matou alguns ratinhos (sorry vegans), pesquisando o efeito de altas doses de hormônios femininos no desenvolvimento dos pênis dos ratinhos. E infelizmente ela chegou a conclusão que "A exposição neonatal ao E2 causa má formação do pênis o que pode estar relacionado à alteração da expressão do AR (Receptor de Andrôgeno) no órgão, nas CML (Célular Musculares Lisas) e endoteliais presentes no mesmo".
A grande ressalva "científica" é que sim, sabemos que os hormônios têm impactos em altas dosagens, mas não há estudos sobre a exposição crônica. Vamos esperar, ou virar cobaias!
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Mas, pra eu não só ficar em um alarmismo sem solução, vamos caminhar.
Sobre o consumo de água: comprar água de galão é uma saída, mas seu custo é muito alto, não recomendo. Sugestão: faça um bom esquema de captação de água de chuva, possivelmente haverão alguns poluentes, mas não serão hormônios nem medicamentos.
Não quero mais poluir!
Pois bem, vamos lá!
Medicamentos: prefira os fitoterápicos e homeopáticos.
Anticoncepção: Camisinha e diafragma para os céticos, Coito interrompido e Tabelinha+ Método Billings para os mais confiantes na mãe natureza.
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É isso! Não é só de CO2 e agrotóxico que a poluição é feita!