Mostrando postagens com marcador ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ambiente. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Escola Latino-Americana de Agroecologia



O dia seguinte ao VI Congresso Brasileiro de Agroecologia, em Novembro do ano passado, foi abençoado com uma visita ao Assentamento Consulado, em Lapa-PR, onde está a Escola Latino-Americana de Agroecologia.


Concentração

Mística


Horta em Mandala no Assentamento Consulado

Alguns Cultivos

Mestre Miguel Altieri, fazendo um som.


Sementes crioulas




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sou permacultora!



Voltei neste domingo de Botucatu, do II PDC Moradia.
PDC, pra quem não sabe, é a sigla para Permaculture Design Course.

A Permacultura se origina em 1974, a partir da pesquisa de Bill Morrison e seu orientando David Holmgren, dois australianos que posteriormente se separaram no trabalho.

Este curso, que costuma custar entre R$800,00 e R$1.500,00 na maior parte dos institutos do Brasil, foi realizado a um custo de R$160,00.
Organizando-nos em alojamento da universidade, e cozinhando nossas refeições, gastamos R$40,00 para 8 dias! Viva o trabalho coletivo!

Aos mestres Tomaz Lotufo, Lucas, Ciça, Cochilo, Cuma, muito obrigada!
Galera do apoio, muito obrigada!
Turma do II PDC - No coração!

Fotos e descrições em breve!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Publicidade Infantil

Como anda curto o tempo para escrever no blog, venho aqui apelar pela participação em uma campanha que boto fé.

Está em aberto uma campanha/abaixo-assinado em defesa das crianças: contra a publicidade voltada para menores de 12 anos!

É extremamente interessante, e busca reconstruir os valores da infância, onde brincar, fazer, e aprender devem ser a regra, e não comprar!

O link para acessar a campanha completa é esse: http://publicidadeinfantilnao.org.br/

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Vivência de Bioconstrução na Ecovila Clareando

A Ecovila Clareando fica no município de Piracaia. No último feriado (Consciência Negra), foi organizada uma vivência de bioconstrução no local. foram feitos teto verde na cobertura de um grande quiosque, o fechamento em pau-a-pique na sede provisória e centro de recepção de visitantes da associação da ecovila, o tratamento de esgoto da casa do caseiro, e fabricação de tijolos de adobe.



A OCA onde acampamos e onde foi feito o teto verde



Ian, instrutor do Adobe, colocando a mão na massa!



O Rê (co-autor dessas fotos), plantando boldo no teto verde.


Ferramentas para o pau-a-pique




Ferramenta para cortar bambu - Disco estrelado

sexta-feira, 27 de março de 2009

Pulgas

Flor, a gata que veio morar comigo em 2007 voltou para debaixo do mesmo teto que eu.
Comendo ração de primeira (que faz os gatos vizinhos se desdobrarem noite afora tentando roubar a ração do saco e do pote), ela passa todos os dias descansando no jardim, deitada na cama de um dos meninos (hábito esse que causa certo estresse aqui na república muitas vezes), ou correndo atrás de insetos e lagartixas, que nunca sabe se ficarão vivos, serão mortos, ou apenas perseguidos.

---
Há algumas semanas comecei a sentir picadas estranhas no corpo. Não eram de pernilongo. Não eram da fauna amazônica. Tarde a acreditar que fossem pulgas.
Fui de fato avisada pela Ana, argentina de Córdoba que está hospedada por aqui esses dias. Ela está no doutorado, estuda estratégias reprodutivas e de dispersão de uma espécie nativa e uma exótica introduzida na região de Córdoba. Um doce!

---
Já avisada, fui atrás daquela que julgava culpada: Flor. Escondida no jardim, fugia, mas consegui pegá-la literalmente no pulo. 
Ponho-na no meu colo, e começo a busca pelos pêlos brancos, na região da nuca e pescoço!
Dezenas de artrópodos fugindo por entre os pêlos. Absolutamente impossível tirá-los com as mãos.

Busca por tratamentos baratos e ecológicos no Livro 1001 Soluções Naturais. A sugestão é terra de diatomácea. Diatomácea é uma alga, a parede celular dela contém sílica, e um inseto ao ingerir isso é como se tivesse comido caco de vidro. Mas não consegui comprar, ao menos não nas veterinárias e loja de ração. Preciso de uma casa de agricultura, porque isso também é recomendado para aplicação em hortas contra insetos.

---

Tratamento mais eficaz: a âmpola mágica de Frontline. Frontline é uma marca veterinária de antipulgas da Merial. É importado da França, e é a marca queridinha dos donos de mascote no Brasil. Segundo todos, é porque realmente funciona.
O princípio ativo é o  FIPRONIL (10%). Não sei se outras marcas o usam, e pode ser que a grande sensação do Frontline seja a aderência ao pêlo do gato, eles prometem seu bicho protegido por até um mês.

Comprei o de cachorro até 10 Kg porque estava mais barato.
Perguntei: Qual a diferença entre o de gato e cachorro? Nenhuma, é só o volume.
O de gato é para ter 0,50 mL. O que comprei tem 0,67mL. E para cachorros maiores chega-se aos 4 mL. Se tiver mais de um animal, compre o que vem mais, e distribua entre eles.

---
Uma outra técnica natural usada é a Erva de Santa Maria (Chenopodium sp.). Ela é mais pra afugentar que pra lidar com infestação, por isso parti para o plano B no manejo das pulgas.

A pulga coloca ovo, que vira larva, empupa, e volta a ser pulga. O Frontline que pus na Flor só mata as pulgas que já estiverem nela.
Como a casa é de taco, por mais que eu não veja, eu sei que debaixo e nas frestas deles estão lá as larvas se alimentando de restos celulares, poeira, ácaro e toda a micro-fauna que não conseguimos enxergar.
Elas virarão pupa, e depois pulga de novo. Por isso é necessário tratar também o ambiente.

Uma das possibilidades era ter comprado o Frontline Plus, que custa bem mais, mas tem uma outra substância, o Metropeno. Com os pêlos que caem no chão vai também o veneno. Mas optei por outro método.

Comprei um produto agrícola (sempre mais barato que qualquer similar para outro uso), chamado DecaPlus. Os princípios ativos são Deltrametrina 2,5%  Metropeno 0,2%. Devem ser dilúidos em água e borrifados com spray (R$6,00 na loja, de grátis na embalagem limpa-vidros do vizinho).
Ainda não apliquei, mas enho que fazer até acabar essa semana.

---
E a pior parte: havia acabado de vermifugar a Flor.
O que eu descubro? Os vermes são transmitidos pelas pulgas, então tenho que vermifugar de novo outra vez!
Poxa la vida, é caro ter bicho!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"Não precisa sacolinha"

No Pão de Açúcar...


...a onda verde já chegou.


A velha sacola de lona, aposentada no fim dos anos 90...


... é substituída por belezuras do século 21,


...Com direito a prateleira especializada.


Se liga que a moda é ser "ambientalmente correto"




Em Brasília a moda é lei.
A Lei nº 4.218/08 publicada no Diário Oficial do Distrito Fereral de 19 de Outubro de 2008, determina a substituição do uso de sacolas tradicionais no comércio por opções com maior vida útil, com 36 meses para se adequarem.


Mas a militância já faz sua parte...

Garoto no Carrefour de Manaus


Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal - Brasília Ambiental


Correio Braziliense

---

-Não precisa sacolinha
-Mas pra carregar...
-Eu levo na mochila. (ou "ponho na sacola", apontando pra baixo)
-Mas vai sujar, fica muito pesado.
-Não vai não
-Mas por que a senhora não usa?

Antigamente minha resposta era?
-Já tem muito plástico no mundo
ou
-Não quero que meus filhos morram sufocados por sacolas plásticas~.

E agora:
-ISSO É TÃO RUIM QUE EM BRASÍLIA EM 3 ANOS VAI SER CRIME USAR ISSO.

---
Que a moda se replique!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eu passo frio na Amazônia

Eu sei, parece incrível, mas é quase ridículo: morro de frio no Amazonas!

Tem ar-condicionado por todos os lados, e a temperatura deve ser no mínimo 10 graus menor do que a temperatura lá fora.
Acho inconcebível ter que trazer blusa de frio pro trabalho, quando lá fora todos os poros excretam água tentando baixar a temperatura corporal.

---
Ar condicionado gasta MUITA energia!

Se na Europa, tem a campanha para não esquentar tanto a casa no inverno, na Amazônia tinha que ter a campanha para não esfriar!

---
Em Manaus, na UEA, homens não podem entrar na universidade usando bermudas. Não importa o calor e a umidade relativa do ar, tem que estar vestido da cintura aos pés!

Além da regra explícita, há também as regras implícitas.
Quando cheguei ao evento do CECLIMA, de vestido de alças e chinelo havaiana, me olharam como se estivesse nua ou fosse menina de rua.
As mulheres usavam camisas, e blazers, e meias-calças, e sapatos fechados!

Mas faz calor o ano inteiro aqui, e a única possibilidade de manter este vestuário vestível é mantendo milhões de ar-condicionados ligados, e gastanto MUITA energia na manutenção deles!

Fica aqui meu manifesto
POR UMA MODA VERDADEIRAMENTE TROPICAL!

Roupa ecológica não é a de fibra de algodão orgânico de origem sustentável. Roupa ecológica é aquela adequada para o ambiente em que você vive!!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A vala da Vila

A Vila São João é um bairro no Distrito de Barão Geraldo, onde não há pavimentação. Com isso, ganhamos um pouco de pó e buracos nas ruas, mas também um clima mais ameno, um solo não impermeabilizado, e um ambiente aconchegante.
Um dos problemas é a drenagem das ruas, já que também não há sistema de captação de águas pluviais. Com isso, elaboramos um Projeto experimental de drenagem do solo da Vila São João.
Nestas fotos estão registradas partes da obra.

Participantes:
Flávia Blaia Dávila
C. Rafael Longo de Souza
Thiago Ferreira Gomes
Luiz Fernando

A obra foi realizada em 24 e 25 de julho de 2007.
Os gastos serão atualizados aqui em brevidade.

---
Primeiro, você pega as ferramentas e tenta cavar um buraco.
Aí você vê que é muita terra pra tirar, e então contrata uma máquina para abrir o buraco.



CAVANDO



Depois você compra brita bem grande, que dá maior escoamento de água.


A MANTA


INSTALAÇÃO DA MANTA


A manta tem que forrar toda a superfície da vala. Na chuva ela fica pesada e difícil de manusear.


Aí você cobre todo o buraco com a manta "Bidim", parece um cobertor. Isso pode ser comprado no CEASA.
Você emenda as partes da manta com um grampeador, e espera que elas não se soltem.
---

sábado, 11 de outubro de 2008

Água de beber, água de beber camará

Água de beber, de tomar banho, de escovar os dentes, de dar descarga, de lavar cozinha, louça, carro, cachorro...

Água! Duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio. O milagre da vida, 70% da constituição física do corpo humano, habitat de inúmeráveis espécies de rios, lagos, e mares, ponto crítico da produção agrícola...

Pois é, planta quase sempre morre de sede; sertanejo morre da sede das plantas.

---
Querem transpor o Rio São Francisco, para levar água para os caboclos do sertão*.
(* levar água para os caboclos do sertão = apoiar os latifundiários que exploram o trabalho dos cablocos.) Veja pelo lado positivo, os caboclos terão água para beber enquanto trabalham em regime de semi-escravidão para seus senhores.
---

Dois amigos me pediram a mesma informação hoje. Por isso escrevo este texto.

Nos ambientes rurais, a água é sempre um limitante para a ocupação humana: sem um córrego acessível, a plantação depende da chuva ou da instalação de sistema de irrigação. Se o clima não favorecer, tá tudo perdido.
O gado também precisa de água. No assentamento Carlos Lamarca, onde trabalhei, logo após a regularização fundiária foi feito um projeto de pecuária leiteira. As vacas chegaram antes da instalação hidráulica. A maioria morreu de sede no primeiro ano.

Para o habitante urbano, água nasce na torneira, se contamina em casa, e morre no ralo ou na privada.

Cagar na água é uma cagada!
Animal terrestre nenhum anda até o rio para cagar em cima da água que ele bebe. Cocô e xixi se fazem na terra, água se bebe no rio. O cocô é nutriente, mas se no solo vira adubo, no rio é poluente. Mas hoje a descarga é o natural, e se "justifica" pela melhora na questão do saneamento.
Melhora para quem tem saneamento, mas pra quem vive na beira de rio...


Banheiro na comunidade Monte Sinai - Amanã
À noite tinha muita barata lá dentro. Mas este não é um modelo de permacultura, é uma fossa comum.

(Cagar de cócoras melhora o peristaltismo, pressiona o abdomem e facilita a passagem das fezes. Suja menos a bunda, e inviabiliza a leitura de banheiro, vilã das hemorróidas)

Eu cagaria na terra, mas concordo que é utópico para as próximas 2 gerações imaginar as pessoas trocando um vaso sanitário em que o cocô vai embora no redemoinho da descarga, por um banheiro seco, em que se caga em cima do cocô do outro, e joga-se serragem em cima pra tirar a umidade, e não dar nem mal cheiro nem mosca.



Banheiro do trem "Grán Capitán", Argentina. O resto metabólico cai direto nos trilhs. Cuidado ao andar nu trilho de trem!

Privada argentina - o cocô não bate na água, sem risco de espirrar.
Este modelo antigo tem incluída uma ducha higiênica interna (calma, ela vai para o lado, você não precisa cagar em cima dela)



Ah é, este cocô nada mais é do que nutriente e matéria orgânica que podem ser reincorporados ao solo se bem tratados, e acabar com a necessidade de fertilizantes de multinacionais preocupadas com o meio ambiente.
Por sinal, você conhece o programa Monsanto Ambiental?

---

Fora a questão da água esmerdeada, os ambientes urbanos sofrem hoje ao ciclo ao revés: a água que brota do chão onde não deve brotar - ENCHENTES.

---
A história do desenvolvimento foi assim: um dia resolveram que a o solo, casa das plantas, dos alimentos, dos recursos necessários para se viver não era adequado. As roupas ficavam muito sujas, e os sapatos recém engraxados não estavam lustrosos.
Pensaram assim "oh, que ruim esse pó, vamos colocar algo que isole essa coisa de barro do mundo superior em que habitamos".
Começaram a pegar as montanhas (afinal, só servem para se cansar subindo) e colocaram pedaços destruídos separando o solo do mundo humano da superfície.
Mas isso não aconteceu em todos os lugares, apenas nas cidades, espaços em que o solo não servia mais para nada, já que o alimento vinha de fora, da terra sem piso.

Essas cidades foram crescendo, as montanhas diminuindo, e não tinha mais pedra para tapar o pó. Descobre-se o petróleo e seus derivados.

As novas cidades começaram a usar um produto novo - o asfalto. Derivado da biomassa antepassada, este não permitia mais nada de pó! Não cresciam mais plantinhas por entre os vãos das pedras, o isolamento do mundo da terra suja estava aos poucos se completando.
As ruas mais antigas, de paralelepípedos eram vistas como antiquadas; fora do seu tempo, uma ofensa ao desenvolvimento do lugar. Além de chacoalhar demais os véiculos de 4 rodas de borracha, que começam a ocupar as ruas e tranformá-las em campos de guerra.

Sem terra, as árvores começam a ser vistas como intrusas no ambiente urbano. Falta lugar para elas, e um genocídio em massa se inicia.
Hoje elas são protegidas, e dá multa tombar uma sem autorização (ao menos na lei, é assim).

Mas o fato é que não sobrou terra na cidade.
Ela se esconde nos vasinhos, nos canteiros de grama, na poeira que chega voando, e rapidamente amontoada com a vassoura, recolhida pela pá, e mandada para bem longe, onde não se possa ver.

E a água?
A água ficou proibida de circular. Mataram o ciclo da água. Morreu.
Ela cai do céu, e não mais encontra um caminho selvagem, de diversas camadas do solo, estratos subterrâneos para atravessar, e atingir o lençol freático.
Puseram uma camisinha no ciclo da água, o asfalto.

O piscinão não é de Ramos, o bacião é a cidade. A água não passa, e fica retida nessa superfície. A bacia vai encher, e os bairros alagar!
E aí, vamos quebrar tudo?
Acho que não dá (apesar de ter certeza que isso vai rolar em algumas centenas de anos).
Alguma coisa pode ser feita.
Uma delas (por exemplo) é parar de tirar água da calha do rio ou parar de fazer represas que garantem a água da galera.
Como fazer isso?
Guardando essa água que cai do céu e não tem pra onde ir!
Cisternas e outros métodos de captação de água de chuva.
Baratos, e de simples instalação se previstos num projeto (uma reforma é possível, mas um pouco mais trabalhosa), eles dão autonomia e economia financeira às residências, além de reduzirem a pressão sobre recursos hídricos urbanos, quase sempre escassos e poluídos.

A água é limpa (salvo às partículas em suspensão no ar), sem a necessidade de quilos de substâncias químicas, e a manutenção de uma rede de abastecimento que sempre tem vazamento (grande despedício) e onde a água pode voltar a se contaminar antes de chegar à sua torneira.

Mas isso aí que eu estou falando é tão óbvio, que já tem "trocentas" indústrias vendendo equipamentos domésticos, outras "trocentas" trabalhando a nível industrial, e até mesmo a Associação Brasileira de Manejo e Captação de Água de Chuva.

E por que não implementar?

Isso é proposta do Gabeira para o Rio.

Sem falar que ter água potável gratuita é mais um passo na implementação de projetos de agricultura urbana.

------------------------------------------------------------------------------------
As trocentas indústrias e organizaçãoes que fazem e apóiam isso
Ecocasa
Ecossistemas
Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica
Ecocentro
IPEMA---
BANET
Acquabrasilis
MasterAmbiental

Receita Caseira
Viveiro de Idéias
----------------
Retomando a questão da transposição, o caboclo que mora na beira do rio não tem acesso a essa água; não há rede hidráulica, muito menos tratamento.
Ele bebe e toma água de cacimba.
E no sertão, que se construam as cisternas!
Tem um projeto interessantíssimo, que conheci no Fórum Social Mundial de 2003: "1 milhão de cisternas" coordenado e gerido pela Articulação no Semi-Árido.

---
Beba muita água! Ande sempre com uma garrafinha d´água. Encha-a sempre que tiver uma fonte de água potável. Esse é um hábito excelente, incorpore-o.
E é obrigatório para quando se está viajando.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

De onde vem a eletricidade?

Nos grandes centros do sudeste, onde eu a maioria dos mortais que lêem este blog viveram, a eletricidade faz tanta parte da vida como respirar.

Computadores, geladeiras, TV, máquina de lavar, liquidificador, ventilador, ar-condicionado, luz (sinônimo para eletricidade) e chuveiro!

É curioso falar disso. O Brasil deve ser o único usuário de banhos quentes aquecidos in loco pelo aquecimento de uma resistência à base de eletricidade. Já em outros países, como EUA, o banho se aquece no gás, e a comida na eletricidade do microondas ou do próprio fogão.

Matriz energética ou traços culturais?
...

O Zuza, meu querido professor de tecido acrobático, não tem chuveiro quente em casa. O banho vem de um cano aberto, um jato gelado que lava a alma e a pele. Após descer do tecido às 14h30 baixo o sol campineiro, aquilo era fantástico... Mas numa noite de inverno...

Pra quem vive na realidade sul-sudestina, a vida sem banho quente é quase inconcebível. No Norte e partes do Nordeste, é praxe.

---
Na Argentina, tinha a chama que nunca apaga, eterna no "calefón" que esquentava a água de banhar, de lavar louça, de escovar os dentes, e até de lavar roupa. Temperatura controlada pelo volume de gás ajustado, e acompanhada do ruído de muita combustão! Mas banho sempre quentinho, independente da temperatura do ar.
---

Em Tefé, a eletricidade é de responsabilidade da Companhia Energética do Amazonas-CEAM.
Não chegam vias de transmissão elétricas de solo aqui, o que acho coerente! Trazer fiação significa erguer postes, mantê-los em pé, logo abrir uma estrada paralela a isso, o que, por um lado diminuíria o uso do rio como via de acesso e aumentaria as chances de tirar produtos florestais da região.
Aí é a pergunta sobre produzir, extrair recurso, e "proteger a amazônia".
São 12 grupos de geradores alimentados por óleo diesel que viaja pelo Rio Solimões, de Manaus até o lago de Tefé. Na época da seca, a viagem demora mais, e o combustível que vira luz fica mais escasso.

Existe cronograma de racionamento (ainda não chegou nada), ou simplesmente apagões ao acaso, em toda a cidade ou regionalizados em alguns bairros.

A direção regional dessa companhia está agora no Rio de Janeiro. Proximidade física hoje, não mais, e reclamações ou ações conjuntas, tem que ser dialogadas com Tele-atendente.

O Instituto tem gerador(es?) que não nos permitem sofrer a falta de luz aqui! Os computadores não se apagam jamais!

...

O gás que a Petrobrás está extraindo de Urucu, será levado para Manaus pela ampliação do gasoduto que já liga a área de extração a COARI.
Produção, aumento do PIB, consumo de energia, aquecimento global.
Desenvolvimento Sustentável e Progresso. Acho que é essa a nova conjuntura da república.

Obras da Petrobrás em Coari-AM

...

Mas aqui eu sei de onde vem minha luz!
Aí nas terras do meio-sul, eu só me lembro dos noticiários sobre o baixo nível das represas. E só!
Aí tem tanta coisa sobre isso!
O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, querendo implementar 50 usinas nucleares no Brasil.
As hidrelétricas serem vendidas pela mídia como a melhor e mais ecológica maneira de se fazer energia, e o MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens com milhões de pessoas indenizadas, o povoado do Cabeço em Brejo Grande-SE debaixo d´água sem ter-se previsto e sem ninguém assumindo a bronca, a hidrelétrica do Rio Madeira que terá um sistema de turbinas diferente que demanda lago menor...
...
Querem levar o Luz para todos para as comunidades da Reserva!
Por que não dar-lhe autonomia com placas solares e baterias eficientes?
Autonomia?
..

E aí, essa energia é pra nossa casa, para as empreiteiras lavarem dinheiro, ou pra produzir porcaria para cidadão Américo-Canadense-Europeu?

Sei que sinto falta do banho quente. Tomei um ontem, na casa de Léo e Marilene, depois de 30 dias de duchas frias.
Por mais que faça calor, hábito é hábito!
Todos os dias, tenho aqueles 3 mini-segundos de falta de ar pelo frio da água na pele! Falta de costume.
Necessidade, ou luxo da sociedade moderna?

----
Ah, só pra constar: ontem comi lasanha de frango.
Era chicken-less desde Agosto de 2005.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Mata Ratos Ecológico

E eis que chega uma boa notícia por e-mail!

Ratos morrem ao comer feijão crú!

O resultado é de um estudo da Universidade Federal de Pelotas, avaliando o valor nutricional de feijões. Só que o experimento é testado em ratos!

O estudo está diponível aqui:
www.ufpel.tche.br/faem/agrociencia/v1n1/artigo2.pdf

Basicamente, o feijão quando cru possui agentes anti-nutricionais(inibidores de proteases), que nos ratos levam a morte entre 2 e 9 dias!
Mas isso se o bicho só for alimentado com isso!
A receita é triturar o feijão crú em um liquidificador ou processadora (eu tentarei o pilão), e espalhar a farofinha pelos cantos da casao onde costuma passar.

Basicamente, você tem que fazer ele preferir esse feijãozinho moído cru, a qualquer outro alimento. Aí que mora o desafio.

Outra coisa que descobri é que são basicamente 3 as espécies de ratos que atormentam a vida humana urbana: ratazanas, ratos pretos, e comundongos (Mus musculus). Possivelmente é esta última espécie que também mora comigo.

Eles comeram a isca, mas ontem tinha certeza que ainda os escutava no forro de casa. Acho que foi o corte de grama que levou a migração massiva deles para meu teto.
E esclarecendo a Alice: não é bem um forro, eu moro numa casa tipo cabana,tem altos buracos ligando o interior ao exterior da casa.
O que chamo de forro são umas tábuas suspensas entre as paredes e o teto de telha de amianto (fibrocimento). São as Eternit, não sei se são as cancerígenas ou não!
Limpei esse lugar quando cheguei. Tinha de tudo lá em cima!
E jamais imaginei que pudessem ter ratos!
O que mais me amedontrava eram as traças... mas delas eu falo no próximo bloco.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Eu tenho tanto, pra lhe falar...

...mas tenho que digitar baixinho.
Estou numa reunião, todos os projetos do instituto reunidos. Tem um Edital da Petrobrás aberto, mas sobre isso não vou entrar em detalhes aqui, por questões profissionais.

E falta-me tempo até mesmo para comentar sobre o Dia Mundial sem Carro.
Mas tudo bem, Tefé quase não tem carro mesmo. Uns poucos muito velhos, de alguns pesquisadores do instituto e de outros habitantes desta cidade. E outros poucos muito grandes, desses novos e caros que o detentores do poder local tem e andam pelas ruas. Nunca os vi parados nas ruas, devem estar sempre em garagens bem fechadas.

E no mais, é de mototaxi que eu vou. Com tarifas de R$1,00, R$1,50, R$2,00, R$3,00, dependendo da distância, sua cara, sotaque, ou do dinheiro trocado. São cerca de mil motoqueiros levando o cidadão de um lugar ao outro. Já me acostumei. A única vantagem de andar sem o capacete é sentir o vento na cara, fechando os olhos (coisas que de bike não se pode fazer).

Mas aqui, o dia mundial sem carro é fácil de se efetivar. Não sei como foi nas terras do fanatismo em 4 rodas, em que terra e rio vira asfalto.

...
E tá aberto o edital da Petrobrás. Muito do orçamento de todos os projetos é pra gasolina.
Fotossíntese paleontológica essa que faz o mundo andar! Nessas terras, de rabeta ou voadeira pelas estradas de submersos mundos que às vezes afloram para respirar, ou são sequestrados numa malhadeira.
É isso, ou remo. Ao menos até chegarem os pedalinhos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Mosquitos, Mosquiteiros e Picadas

É muito provável que todo e qualquer brasileiro já tenho perdido umas horas de sono (ou a qualidade dele) devido aos vôos forrageiros de Dípteros fêmeas da família Culicidae.
São muitas as espécies, variando em regiões, climas, e hora de alimentação. A maioria das espécies simplesmente pica, te dá coceira, e vai embora. Mas muitas outras são vetoras de doenças virais ou parasitóides.
Chamados de mosquitos, pernilongos, carapanã, é preciso atenção no cuidado e na prevenção à picada destes mosquitos.

Pretendo aqui deixar algumas informações para minimizar o estresse psicológico e corpóreo causado por esses pequeninos e maledetos insetos.


MOSQUITEIROS

Na minha opinião, a maneira mais "ecológica" de lidar com o problema. O objetivo é criar uma barreira entre você e os mosquitos; um tipo de apartheid específico.

Pouco comercializados em especial na região Centro-Sul do país, mosquiteiros são soluções práticas e eficientes para lidar com o problema de pernilongos nas noites de sono, sem ter que se intoxicar com inseticidas que "protegem sua família".

Para serem suspensos no teto ou nas paredes, são feitos com diferentes tipos de tecidos transparentes, como microtule, filó de algodão ou nylon (um tipo de malha hexagonal) ou poliamida, são comumente classificados em dois tipos: redondo e retangular.
Uma página com um bom glossário de tecidos é esta aqui:
www.litoraltecidos.com.br/dicionario-a.htm

O redondo é constituído por uma base de arame por onde um pequeno tecido sobe para ser dependedurado pelo teto por um único ponto, e do outro lado cai o véu que te protegerá dos mosquitos. É o mais comum e barato dos modelos, mas não é esteticamente bonito.

O retangular, é aquele modelo antigo-clássico, em que até algumas camas já vinham com as hastes mais compridas nos pés, onde prendia-se os panos.

Mas, vamos aos produtos.
1-Modelos profissionais de qualidade

Mosquiteiro Brasil - Empresa paulista

Mosquiteiro Direto de Fábrica - produzido em Joinville-SC, não tem uma marca definida. Estão requerindo uma patente para o produto que "inventaram". (Acho que tem muita palhaçada nessa história das patentes). Fabricam o tipo retangular, para solteiro e casal.

Mosquiteiro artesanal (silvio.rcp@ig.com.br) - Não tem página na INTERNET, o contato deve ser feito por e-mail. As informações que me enviou por e-mail são as seguintes
"O tecido é 100% poliester.As aberturas laterais de acesso são sobrepostos de 90cm de lagura, acomodando um tecido sobre o outro, impossibilitando a penetração do inseto. A armação é preparada com Cana-da-Índia e os acessórios e conexões com arame de aço inox, para evitar corrosão. Dispomos do tecido liso, nas cores branco e bege(suave).
Sou artesão pessoa física, e a negociação com nossos clientes é de mútua confiança: o cliente encomenda o nosso produto, nós preparamos, ele nos paga e nós entregamos (enviamos) a mercadoria. Caso haja algum contato aqui em Salvador-BA, facilitaria.
As dimensões do tecido para o modelo casal padrão são:
Comprimento = 1,73m
Largura = 1,30m
Altura = 2,10m"



Todas essas opções citadas não saem a menos de R$120,00 cada, mas acredito que sejam feitas com tecidos resistentes e tenham alta durabilidade.

2- Mais baratinhos (e de pior qualidade)
Opções mais simples e baratas, geralmente são encontradas em mercados e lojas de rede das regiões norte e nordeste.

O meu, da marca Paraíso, prduzido no Rio Grande do Norte, paguei R$30,00, e serve tanto para cama de casal quanto de solteiro.

Meu mosquiteiro, da marca Paraíso, em poliamida tipo redondo.


3- Mande fazer
A outra possibilidade, na dificuldade de comprar por acesso ou preço, é fazer o seu. Se tiver moldes-medidas, conhecer costureiras, etc., deixe aqui a sua recomendação.

Mosquiteiro de redes:

Já mencionados, pode-se comprar o da marca XXX em comércios especializados, ou pela internet o da marca Kampa.

REPELENTES

Repelentes são métodos para impedir a aproximação do mosquito até você, sem o uso de barreira física. Divididos entre tópicos, ambientais e sistêmicos, geralmente emitem odores que desagradam ou confundem os mosquitos.

Repelentes tópicos:
Aplicados diretamente na pele, na forma de spray, loção, creme ou gel, podem ser de origem industrial, fitoterápicos, ou de pura cultura popular.

Não confio muito no OFF, Autan e Repelex, as marcas industrializadas mais comercializadas (muito menos nos protetores solares que dizem também ser repelentes). A susbtância ativa nesses produtos é o DEET (Dietiltoluamida), substância criada pelo exército norte-americano depois da II Guerra Mundial.
Esses produtos funcionam, mas tem baixa eficácia, se comparado a quando a substância está em alta concentração.
Para crianças e grávidas o uso em alta concentração é desaconselhável, mas em zonas com altos risco de infecção de malária, por exemplo, onde estou agora, gostaria de tê-lo disponível. Ele funciona bloqueando no mosquito a resposta aos odores atraentes. Leia mais aqui.
Vendido em qualquer farmácia em países de primeiro mundo, aqui nas terras tupiniquins as pessoas mal conhecem o nome. Mais uma vez, a indústria farmacêutica está lá para cuidar das aventuras dos gringos nas selvas tropicais, mas não está para melhorar a qualidade de vida de quem vive nelas.

No mundo do fitoterápicos, a planta da vez é a citronela. Um capinzão cheiroso, parecido com a erva-cidreira/capim-santo, que diz-se ser eficaz em repelir o Aedes. Eu adoro o cheiro, mas tenho minhas dúvidas se de fato funciona.
Se conseguir uma muda, plante perto das janelas e portas. Com as folhas, pode-se fazer um spray com a folha picada e água, e borrifar pela casa. O efeito anti-mosquito dura apenas minutos, mas é bem refrescante. Receita ensinada por Senhora Macrini.

Outro repelente de uso tópico é o óleo de andiroba, e apesar da falta de comprovação científica, parece ser eficaz contra as picadas.

BORRACHUDOS.
Os borrachudos, praga do litoral norte paulista, não te picam, te lambem.
Como assim?
Eles fazem um pequeno corte em sua pele (aquele pontinho vermelho) e dali lambem o seu sangue.
A melhor maneira de evitar ataques é cobrir o corpo. Na impossibilidade ou falta de vontade, a segunda opção é deixar o corpo oleoso! Óleo: de cozinha, de amêndoa, de citronela, do que for! Quanto mais oleosa estiver a pele, mais difícil será para o borrachudo cortá-la com a boca (ele vai deslizar).
Sem erro: Peça um pouco de óleo no quiosque, mas não volte com pé de pão.

Texto sugerido sobre insetos e repelentes, veja este artigo do Saúde Total

Repelentes Ambientais
São repelentes que liberam substâncias nos ambientes que afastam os mosquitos.

Os industriais
Geralmente elétricos, da Baygon e outras marcas, tem como versão barata e comum os de pastilha, e versão cara e elitizada o de líquido com botão on/off.

Espiral repelente
É aquela cobrinha verde, usada especialmente no interior. Presa a uma pequena estrutura de metal, emite uma fumaça fedida e possivelmente tóxica, que sim, espanta mosquitos.
É um dos inseticidas mais baratos.

Divisão de Classe no uso de Inseticida
A-Áparelho on/off com líquido
B-Pastilhas
C-Espiral repelente

Há também aqueles que emitem ondas que desorientam os mosquitos.

Aerossóis
Para mim são mais inseticidas que repelentes. As novidades do mercado, consideradas saudáveis, são as misturas a base de água.

Velas de citronela e andiroba
Tanto as velas como as essências quando evaporadas, funcionam como repelentes no ambiente em que estão acessa. Muitos estudos comprovam a eficácia especialmente da vela de andiroba.

Insensos
O problema é durar pouco, mas a fumaça e o odor emitido pela queima de incensos funciona para espantar mosquitos. E viva Noel! Sempre viajo com incensos na mochila, é um quebra-galho genial.

Fumaças em geral
Outra opção é fazer fogo, fogueira. Mas por favor, não queime plástico. Que seja um pedaço de madeira velha, palha, que apesar de fazerem um pouco mal, não chegam a ser tóxicas.
Pernilongo odeia fumaça.

Ventilador
Um vento bem forte próximo a você impede que o bicho consiga voar, posar, e te picar.
Mesmo em áreas com muito mosquito, quando venta não há ataques.
No quarto para dormir, um ventilador pode minimizar o problema (é assim que tenho dormido aqui até hoje).

Fechando o assunto, a Bayer tem um semi-monopólio sobre esse produtos ant-insetos no país. É a mesma tecnologia dos inseticidas agrícolas, em menor dosagem e outro formato para consumo doméstico.

Parte das informações aqui citadas foram retiradas da apresentação de Jorge Autoguia.

Sistêmicos
O princípio é consumir algo, e exalar algo que confunda ou afaste os mosquitos.
São sugeridas dietas ricas em alho e vitamina B1.

Para quem Pode $$$
Tem muito equipamento high-tech sendo produzido para evitar picadas de insetos.
São roupas, barracas, redes, mosquiteiros, e outros com aplicações de repelentes nas fibras. Mais coisa pra gringo ver e usar.


Outras dicas "ecológicas"
Preservar animais de contos de bruxa pode diminuir a abundância dos mosquitos. Sapos, aranhas e lagartixas são predadores naturais, e ajudam no controle da população, tanto das larvas quanto dos adultos.

O aparelho elétrico para pastilhas, pode ter o refil químico substituído por cascas de frutas cítricas.
Ainda não testei, mas todos dizem funcionar.

Escolham a melhor opção, e disfrutem a vida sem picadas, e principalmente sem doenças chatas, muitas vezes sem cura, e quase sempre sem vacina!


Quem são os mosquitos problema, e que doenças transmitem

Mosquito prego Anopheles - Mosquito transmissor da malária, doença causada por um protozoário (Plasmodiun). O maior risco de ser picado por ele é nos crepúsculos (amanhecer e entardecer) e durante a noite.

Aedes aegypti - Animal com a maior publicidade no Brasil, certamente! Listradinho em branco e preto (botafoguense ou corinthiano), tem hábitos diurnos e costuma voar baixo. Dengue se pega de dia, não à noite. Se tiver locais que acumulam água, jogue borra de café para impedir o crescimento das larvas.
Também é vetor da febre amarela, doença viral (flavivírus) para a qual há vacina. Vacine-se!
(para alguns países, é necessário emitir uma carteira internacional de vacinação constando desta vacina)

Aedes haemagogus - Assim como o A. aegypti, é vetor da febre amarela.

Culex - O pernilongo corriqueiro do sudeste (e possivelmente outras áreas, mas não vou falar o que não sei). Tem hábitos noturnos, e ao contrário do Aedes, voa alto (por isso é difícil matá-lo no ar). É o principal vetor da filariose (Wuchereria bancrofti), vulgarmente conhecida como elefantíase, por impedir a drenagem dos vasos linfáticos e fazer com que os membros inferiores (geralmente) aumentem excessivamente de tamanho. Mas Aedes e Anopheles também são vetores.

Mosquito-palha (Lutzomyia sp.) - Vetor da leishmaniose

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Agricultura Urbana

Este é um tema que quero ler mais, me aprofundar, conhecer os grupos sociais e de pesquisa.

Pesquisando, encontrei o IPES,uma organizaçao privada internacional que trabalha com a promoçao do desenvolvimento sustentável no Caribe e América Latina. Sobre isso, eu jurava que Caribe também era América Latina, mas pelo jeito para a maior parte dos grupos internacionais nao é.

RUAF - Resource Centres of Urban Agriculture and Food Security.

SAU -

Criar e Plantar - muito legal, pessoal da Esalq.

Se você tiver referências, por favor, vá adicionando aí também!

no globo Repórte de 5 de Setembro, minha primeira sexta-feira tefense, houve um bloco de hortas urbanas na grande São Paulo. O mais maluco foi ver o tamanho das verduras e legumes crescendo no topo dos edifícios. Explicação: gás carbônico ultra disponível!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Bicicletas, Grupos e Iniciativas!

Primeiro que faz tempo que eu havia ouvido falar da Ashoka, e nao sei porque ainda nao tinha entrado na página e conhecido de perto o trabalho deles.
"A Ashoka é uma organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no trabalho e apoio aos empreendedores sociais - pessoas com idéias criativas e inovadoras capazes de provocar transformações com amplo impacto social. Criada há 25 anos pelo norte americano Bill Drayton a Ashoka teve seu primeiro foco de atuação na Índia. Presente em 60 países e no Brasil desde 1986, a Ashoka é pioneira na criação do conceito e na caracterização do empreendedorismo social como campo de trabalho. Após identificar e selecionar o empreendedor social, a Ashoka oferece uma bolsa mensal por três anos para que ele possa se dedicar exclusivamente ao seu projeto e contribui para a sua profissionalização provendo serviços como seminários e programas de capacitação."

Quem sabe um dia eu consigo essa bolsa. Informaçoes do processo seletivo estao aqui.

Simultaneamente, minha idéia de integrar os grupos de bicicleta do Brasil e da América do Sul, começada ao poucos com uma página no multiply.
Essa semana chegou ao cicloviavel um e-mail do grupo chileno Ciudad Viva para que enviássemos nossas informaçoes para um cadastro dos grupos trabalhando com bicicleta na América do Sul.
Quatro pessoas estao coordenando o SUSTRAN LAC, Sustainable Transport Action Network, para América Latina e Caribe. O projeto visa ampliar o transporte a traçao humana na América do Sul e Caribe, e neste momento está contactando todos os grupos por e-mail, para que preencham uma ficha de cadastro.

Nestas buscas internéticas, encontro também uma página que se chama Escola de Bicicleta. É um site em formato de livro. Informaçoes extremamente relevantes.

Na Espanha, mais presisamente Catalúnia, encontrei o grupo BiciFamiliar! A página pode ser lida em espanhol ou catalao. A iniciativa vem de pessoas que eram ciclistas e usavam bicicletas no dia a dia, e queriam alternativas para seguir com seu cotidiano em família!
Vendem produtos geniais, entre eles o FlexSun, um tipo de toldo que protege do sol (e possivelmente da chuva) além de ser extremamente colorido e contribuir para que a pessoa possa ser vista.

FlexSun (foto da página)

Essa mesma empresa-organizaçao, comercializa um sistema para transporte de crianças chamado followme.A idéia é que o pai-mae tenha o filho sempre próximo, mas ao mesmo tempo o pequeno nao tenha que pedalar todo o tempo. A criança pode pedalar, mas se estiver cansada, o progenitor pode carregá-lo de maneira confortável.

Ainda com as bikes, olhando as recomendaçoes de senhorita Lou, encontro o Hospitality Club de ciclistas: Warm Showers. Roger e Randy sao as pessoas que autorizam o ingresso. Acho importante dar nome a eles (daria caras se tivesse as fotos). Sao pessoas comuns com iniciativas pequenas, e que sao absolutamente fantásticas!

E no meio disso tudo há também os patins! (O Zé Lobo, do transporte ativo, é casado com Érika Cordeiro, patinadora e promotora dos patins como meio de transporte urbano). É um parenteses, por isso entre parenteses.

Cito aqui o ITDP (Institute for Transportation and Development Policy), fundado no ano em que eu nasci, 1985. Tem uma equipe trabalhando em todo o mundo. O que eu acho " fantástico" am algumas páginas que trabalham na América do Sul é o idioma: ingles. Na sei se sao projetos para os sul-americanos, ou se é mais uma dessas práticas neoneocolonialistas em que o homem desenvolvido e civilizado do primeiro mundo baixa as terras onde predomina a pobreza e a desigualdade e trazem a soluçao para o nosso problema. Os projetos do ITDP para a grande Sao Paulo e México podem ser lidos em ingles. Tá aí mais uma das coisas que eu acho que é pra gringo ver, nao pra latino participar.

E pra quem tiver tempo, leiam o americano John Forrester.

Eu ando com dificuldades em definir por onde começar. Em separar profissao de açao.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Brasis no cinema

La Plata, chuva, esperando a partida para algum lado.

Filmes alugados, copiados, trazidos, e nunca vistos.

1942, sertao nordestino, em algum lugar de Pernambuco, o alemao Johann, funcionario contratado da Bayer, vende aspirinas de povo em povo e conhece Ranulpho, sertanejo que quer ir pra capital.
Um pouco lento, mas excelente fotografia e roteiro.

Iracema, uma Transa Amazonica
Obra-prima do cinema brasileiro. Obrigatório para o debate Documentário-Ficçao.
Uma análise bem feita levaria tempo. Leia o texto da Revista Contracampo.
Obra fundamental para pensar a questao amazonica do século XXI.
A partir da ficcional relacao entre Iracema (Edna de Cássia) e Tiao Brasil Grande (Paulo César Pereio), o filme conta a história de um lugar, de uma gente, e do grande projeto da construcao da Transamazonica!
É genial!

Bye-Bye Brasil
Preso no meu HD há muito tempo, é um filme referência de uma época recente da nossa história, da gente, da cultura, e do desenvolvimento econômico. Com a participação imperdível de Fábio Júnior.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Nao quero luxo, nem lixo...

Desde que cheguei em La Plata, meu objetivo era entender melhor os processos para produçao de alimento e como ter uma horta para me dar o que comer. Achei que seria fácil e logo aprenderia. Mas é claro que nao. Eu sigo na estrutura universitaria, e a prática quase sempre está nos livros ou nas pesquisas pontuais, que sao importantes mas nao serviam para mim. Eis que vejo um cartaz "Proyecto de Voluntariado Universitario - Huertas Comunitarias en Gran La Plata". Alguns e-mails sem resposta, mas enfim uma reuniao con a professora que coordena o projeto.
Chego e logo me diz que o projeto conta com pouca gente, e ela mesmo tem mais interesse em criaçao animal que na area horticola. Falo que tenho interesse em conhecer o projeto e começar a participar. Com o tempo percebi que eu estava mais interessada que ela, e a falta de atividades e cronograma me fez distanciar do projeto (que há poucas semanas retornou, mas meu fim de semestre me impede de participar). Uma visita na casa de "descapacitados" chamada "Granja Esperanza" para arrumar a estufa (destruída pela tal chuva de granizo), uma palestra sobre compostagem (em que haviam 2 pessoas) no Pro-ayuda a la niñez, e uma visita por minha conta no Comedor Besitos, de Villa Elvira.
E aí começa a história neste bairro. Resolvi me matricular em uma disciplina do jornalismo - Cine e Tv Comunitária. Certa de que seria interessante, um curso interdiciplinar (um professor do cinema e outro da comunicaçao social), estava certa de que seria bom. Passados 4 meses quase, nao tive nenhum texto, nenhuma leitura recomendada, e passamos o semestre nos enganando de que vamos fazer um vídeo com uma comunidade.
Propus o tema de trabalhar com as hortas urbanas. Agregaram-se 5 meninas, e a horta do Comedor Besitos, que antes tinha muita gente, agora só contava com a participaçao de 4 pessoas.
Neste mesmo lugar, entretanto, surgiu uma Batucada (em portugues seria uma bateria) formada por garotos que hoje tem de 10 a 16 anos. E é com eles que trabalhamos agora. Todas as sextas saio do quadrado simétrico de diagonais, e visito Villa Elvira, a periferia onde o esgoto corre em valas a céu aberto.
Hoje me deparei com uma cotidiana cena das periferias e nao periferias por aí: a queima do lixo. O organico (ao menos dessa família) é separado para a composteira, e depois para a criaçao de minhocas (iniciativa do projeto de voluntariado). Mas todo o resto, as garrafas PET, as latas, as roupas e colchao velhos, pneus, e tudo aquilo que nao parece mais merecer lugar dentro de casa, vira fumaça negra uma vez por semana.
O hábito de queimar lixo é muito antigo. Em Barao, é comum ver montes de folhas secas indo para o ar. Quem primeiro me atentou para isso foi um professor de Fisiologia Animal lá do IB, o Edson Delattre, que mantém o site Queimadas Urbanas no ar.
A temática do lixo sempre bate as nossas portas. Eu nas minhas divagaçoes, acho que teria que se proibir a fabricaçao de sacolas plasticas e copos descartáveis. Chegará o dia em que será crime produzir descartáveis, e que as empresas terao que se responsabilizar por todo o resíduo que geram depois do consumo.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Questões Climáticas

No dia 21 de março, sexta-feira santa, La Plata teve um alerta metereológico e foi atingida por uma forte chuva de granizo, com pedras de 5 a 8 cm de diametro. A destruição foi massiva, telhados quebrados (e infiltração), muitas, mas muitas janelas e vidros quebrados, e carros com vidros marcados e lataria amassada.
No "sábado de aleluia" se via a destruição nas ruas. Vidros quebrados, plásticos colados na janela para impedir o vento, filas imensas nas vidraçarias.

Estufa da Faculdade de Agronomía
Neste domingo, na volta de Buenos Aires depois de ter deixado Camila e Kaiser no hostel Down Town Mate, conheci dois caras de Dourados que desde a chuva de granizo moram em La Plata. Trabalham com MArtelinho de ouro, e estão ajeitando os carros por aqui. Me contaram que fazem isso sempre, e a vantagem é ganhar em dólar. Ficam na espera de uma chuva de granizo em algum lugar do mundo para juntar uma grana e arrumar o estrago.

Pára-brisas de um carro

Três meses depois dessa chuva, tem muito teto ainda sem arrumar e vidro sem trocar. Nem sempre o orçamento dá conta.

Três semanas depois, tivemos um problema não tão climático... Começaram a queimas os pastizais de Entre Rios, e veio uma nuvem de fumaça para toda a região da margem sul do Rio de La Plata. Parece neblina, mas na verdade vivemos muitos dias num grande defumador.

La Plata - 18 de Abril, 9 a.m.

A primeira névoa passou em 4 dias, e 3 dias depois voltou. Muita gente doente, internações de doenças respiratórias, roupas cheirando a churrasco, e efeitos especiais nas aulas com datashow. Era possível ver os feixes de luz.

Em maio começou a baixar as temperaturas. Estou acostumada agora com máximas de 15 graus, e felizmente as mínimas ainda não passaram de zero. O problema nesta região, é que é muito úmido, e a sensação térmica pode ser pior do que se está em uma temperatura mais baixa mas mais seca.

Não chega a chover, mas há dias em que a neblina toma conta da paisagem, e o ar se condensa molhando tudo. Lavar roupa pode ser uma tarefa árdua!

Plaza Moreno (La Plata) - 28 de Junho
São as gotinhas de água condensadas!

Ao menos agora tenho um saco de dormir para -12/-18 graus, e com isso espero não morrer de frio no meu caminho de encontro ao frio. É possível que vá a Bariloche.

terça-feira, 24 de junho de 2008

RECICLE SEU CICLO

Editado em Abril de 2013.


Há muito, muito tempo eu comecei uma pesquisa sobre alternativas aos absorventes "íntimos" femininos, mais preocupada com a quantidade de lixo que eu gerava que qualquer outra coisa.
(se você é um homem leitor deste blog, peço desculpas e me despido, ou te convido a um passeio por uma parte visceral do universo feminino)

Fora o absorvente em si, uma mescla de algodão, plástico e químicos, o lixo é formado também pelos envelopes individuais, tiras destacáveis na cola central, e pedacinhos nas abas. Acho que 90% das mulheres e jovens de minha geração que usam absorvente externo preferem os com abas! (Mas pode ser que eu esteja enganada.)

Fora as usuárias de absorvente com abas, há também o grupo das mulheres que usam absorvente interno (o famoso O.B., que pode ser da marca Tampax também, e a discussão equivocada sobre pequeno, médio e grande já foi feita pelo filme "Os Normais").

Conheço muita gente que não troca um O.B. por nada. De fato, você não chega a ver o sangue. Ele tapa, algumas horas depois você puxa a cordinha, enrola no papel, e coloca outro no lugar. O sangue do ventre feminino é quase esquecido. Nunca soube optar por um ou outro, sempre fiz uso conjugado! Saídas longas sem certeza de banheiro próximo, nada melhor que O.B. e fraldinha para evitar "acidentes". O fênomeno praia é também difícil, mesmo com o interno, é bom checar o fiozinho.
Ah, dentro do mundo dos absorvente há também a lenda da dioxina, que dá câncer e é usada no absorventes internos.

Mas apesar do O.B. ser garantia de que não vai melar, me incomodava o fato de não deixar sair direito a coisa lá de dentro, e fora isso, aquele algodão resseca um pouco a mucosa da vagina.


Muita leitura, muito google, muito tempo internético, e encontramos os ABIOsorventes. Achei maneira a idéia, me fez pensar muito sobre o que é o ciclo menstrual, rever as luas, os ciclos, o significado desta secreção produzida e excretada uma vez a cada 28 dias pelo meu corpo!

Achei lindo, poético, mas a proposta não me convenceu: são paninhos bem costurados onde se colocam as camadas absorventes, que devem ser trocados como um absorvente normal. Ou seja, no mínimo 3 dessas adoráveis coisinhas para lavar por dia. Aí você deixa de molho um dia, e tem que usar outras 3! A compra recomendável é de 6 a 12 abiosorventes. Cada 6 saem R$72,00 se forem 12 são R$144,00. Achei caro e não prático! Imagina un varal cheio disso pendurado!

Não contente, e ainda na busca de uma solução, cheguei ao que se chama "Menstrual Cup". Não tem uma tradução adequada ao português: copo menstrual. Eu e Camila escolhemos então um nome tupiniquim: coletor menstrual. Nos pareceu mais apropriado, e pode ser usado também em espanhol adicionando-se um C. Os "menstrual cup" tradicionais são em formato de funil fechado na extremidade geralmente feitos de silicone. O número de marcas aumentou do ano passado para este, e todas são regulamentadas pelo FDA/USA.

A proposta é conter o fluxo menstrual em um recipiente que fica preso na parte inferior da vagina, e esvaziá-lo algums vezes ao dia (idealmente entre 4 e 8 horas). A maioria das marcas tem 2 numerações, uma para jovens de até 30 anos que nunca tiveram filhos, e outra para mulheres de mais de 30 ou que já tiveram filhos. Aparentemente, o tamanho/flexibilidade da vagina muda bastante com esses dois fatores.
E com isso, nunca mais comprar absorventes, gerar um lixo que ou fica cheirando mal no banheiro, ou não saber onde colocar um absorvente usado em um banheiro sem lixeira.

O primeiro Menstrual Cup foi patenteado nos anos 30 e se chamava Daintette. Mas reutilizar não foi uma palavra parte da idiossincrasia do mundo ocidental no século 20. Os descartáveis massacraram a proposta. E agora, com o tal movimento ambientalista do século 21, as pessoas parecem começar a buscar soluções. Deixo aqui alguns sites para consultas:

LunaPads - Fabricam abiosorventes e o DivaCup (muito grande na minha avaliação). Usam algodão orgânico ou comum. EUA/Canadá
The Keeper - Fabricam uma versão em látex desde 1987 (que promete durar 10 anos), e a versão em silicone também chama Moon Cup, mas essa é uma empresa americana. (EUA)
Lunette - Marca finlandesa, das mais antigas. Tem um sistema de compra mais complicado que as outras.
Miacup - Eles revertem parte do lucro de venda para o programa Food&Trees for Afrika. Tem uma boa página, informações bem detalhadas. É produzida na África do Sul!
LadyCup - Mais nova marca de menstrual cup. Traz toda uma linha de higienização e cuidado com o aparato, inclusive gel para facilitar a inserção e remoção. As bolsinhas de armazenagem tem diferentes "design". Produzida na República Tcheca, tem o menstrual cup mais liso, e usam os 25 anos como idade entre um tamanho e outro. Nao gostei dele, vazava muito para mim.
FemmeCup - mais uma marca inglesa, é um pouco mais grande que as outras. Pode ser mais dificil de usar, mas suporte maior carga de fluxo menstrual. Não tem tamanhos para cada tipo de vagina.
MoonCup - Essa é a marca que eu comprei. Era a mais barata, e só concorria com a Lunette, Diva Cup e The Keeper. O livre mercado ampliou as opções, e você pode provar outro, a vontade.
LunaCup - Marca que roubou o nome da minha futura marca. É produzida pela Bivea, empresa francesa de produtos para áreas íntimas.
Yuuki - E a marca que recomendo atualmente, pelo custo beneficio.


Se as pessoas começam a criar um monte de acessórios, gel e higienizador em embalagem de dose única, lenços sanitários, etc, etc, a história de diminuir o número de resíduos vai por água abaixo.

E por último, a tecnologia americana para piorar o tipo de resíduo de uso de absorventes.
Instead SoftCup - Menstrual Cup no formato de um diafragma, mas mais flexível, feito de materiais usados na área médica (não especificados). Ao contrário da proposta dos outros, este não é reutilizável, é descartável, e gera um resíduo muito pior que absorventes e algodão. Entretanto, por ser apoiado na base do colo do útero, mantem todo o canal da vagina livre de sangue. Por isso, seu grande mérito é possibilitar manter relações sexuais com o parceiro, sem deixar cair uma gotinha de sangue sequer. E não faço a menor idéia de se há alguma interferência que leve a romper camisinha. (e o videozinho da entrada é genial).
Não vale como absorvente, mas pode ser um bom presente de dia dos namorados! :)

E você quer saber o que eu achei do Mooncup?
Eu comprei faz meses, mas por atrasos e retenções na alfândega, mudança para Argentina, etc., o estreei ontem a noite. Não fervi, deixei de molho em uma solução de cloro para higienizar, li o livrinho de recomendações técnicas, e o coloquei sem grandes dramas. Não cortei a haste como está indicado, porque ainda não entendi bem a dinâmica e a interrelação dele com o meu corpo.
Mas é divertido. Em 24 horas eu sei que saiu 10+12+10+8 ml de sangue de meu ventre. Nunca tinha parado para pensar em quanto de sangue perco por menstruação.
A parte mais incomoda até entao é a retirada.
Todo um novo mundo se abrindo.

Coletor Menstrual dobrado para inserçao

Quando eu comprei, eu queria pegar o sangue e jogar na terra, manter o ciclo do nutriente, enriquecer a terra que me dá de comer. Mas eu já sou bicho raro demais aqui na Argentina. Então eu vou de pouco nessas minhas maluquices.


Em homenagem a uma grande amiga, fica um aviso-dica: se for ferver seu Menstrual Cup para higienizá-lo, coloque um alarme para que se lembre de apagá-lo.
Ou faça a higienização com água sanitária.
---
Abril de 2013, quase 6 anos se passaram, e só posso continuar elogiando. Experimentei 2 outras marcas (este do post, se perdeu num furto de necessaire voltando da Argentina).
Em cada canto que passo, acho meu recipiente específico para fervê-lo e esterelizá-lo (porque o povo ficaria com nojinho de comer um macarrão preparado na mesma panela em que eu fervo o coletor).
Trabalhei por 2 meses costurando absorvente de pano na Artefatos de Pano, e mais alguns anos como consultora na produção. Criamos o modelo com a toalha invertida (por cima) pra diminuir as trocas inteiras diárias (trocando-se só o refil).
E já "catequizei" um punhado de mulher que não podia ouvir falar em ver o próprio sangue.

Fora o fato de eu poder fazer tudo (tudo mesmo) usando o coletor, absorvente é um gasto que não entra no meu orçamento. E que faz as minhas amigas pularem para trás quando me pedem um absorvente emprestado, e respondo que não uso (e não que não tenho).
Os absorventes da Artefatos de Pano

-----

Diferenças de tamanho do LadyCup - Clique Aqui (não gosto muito deste modelo)

Fórum em inglês com informações, dicas e debates das usuárias: http://www.menstrualcups.org/

E outra página com informações em inglês, sobre opções menstruais reutilizáveis:
www.ecomenses.com

E se você está realmente curioso com todo esse tema, deixo o convite para um passeio pelo Museu da Menstruaçao e Saúde da Mulher.

RECICLE SEU CICLO