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sábado, 22 de agosto de 2009

Cocô de Mostarda

Foi um tenebroso inverno. Um longo inverno sem escrever. Aos leitores, minhas desculpas.

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Há cerca de 10 dias fui a Argentina, apresentar um trabalho em um congresso.
II Encuentro Internacional La Economía de los Trabajadores: Autogestión y Trabajadores Frente a la Crisis Global. 
Escrevemos um artigo sobre a autogestão da ITCP/UNICAMP, onde trabalho atualmente. Mas disso conto depois.

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Domingo a tarde, chuvoso e nublado. Saio de La Plata para Buenos Aires. Objetivo: encontrar a Carol no albergue para irmos ao aeroporto.
Desço do ônibus na marginal da Av. 9 de Julio, e vou caminhando pela Av. de Mayo, rumo a Calle Florida: uma mochila cargueira nas costas, uma sacola de feira na mão esquerda, e uma mochilinha que faz as funções de bolsa na frente do corpo. Paro momentaneamente para arrumar o peso e ver se estava na direção certa.
De repente, um líquido amarelo e viscoso cai sob minha frente. Parece que sinto algo na cabeça. Tiro a boina, e ali está: cocô de passarinho, obviamente.
Cansada e triste pelo cancelamento das feiras de artesanato de domingo, querendo chegar logo em casa e ver meu menino grande, segui caminhando, com a certeza de resolver aquilo no albergue onde estava a Carol, e nada a lamentar.

30 metros a frente me pára um senhor: (Tecla SAP) 
-Senhora, você não viu o que aconteceu, a senhora está toda cagada
(páro, e me dou conta que de fato havia uma mancha amarela no meu casaco)
Rapidamente, o senhor me oferece uns pedaços de guardanapo para que eu me limpe. Há uns 3 metros dele há um banco. Desmonto o equilíbrio perfeito das malas. Há um carro vermelho parado o lado, com um senhor lendo jornal.
A mochila, que estava vestida com a capa de chuva, toda melecada. Por sorte a capa, e não a mochila. Sobre um cheiro horrível, me dá ânsia, e chego a me sujar com aquilo.
Nada de água.
Vejo que o estrago é maior do que o que os papéis poderiam limpar. O homem se reaproxima e me oferece mais papel.

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Em questão de milésimos de segundos, minha mochila-bolsa sobe, o carro vermelho sai de fininho, e eu me dou conta de que fui roubada - o senhor do papel virou fumaça no carro vermelho.

No milésimo seguinte, saio correndo pela Av. de Mayo, vazia, atrás do carro vermelho.
Antes mesmo de perceber, as mulheres da floricultura começar a me chamar, e vejo minha mochila nas mãos de um outro senhor, me buscando para devolvê-la.

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O fato é que estava tudo lá, intacto. Acho que nem deu tempo de abrir a mochila. Cheguei a procurar para ver se havia algo a mais, drogas ou explosivos.
Não aconteceu nada, além do susto e da aventura. Meu anjo da guarda é forte.
E só aí fui perceber que o cocô do passarinho não era bosta, mas mostarda, de um golpe bem bolado por 2 ou 3 argentinos.
Uma despedida da Argentina, a la "9 Rainhas".

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Viajando na Amazônia

Não fugindo à regra do processo de colonização, fomentado ainda mais pela densidade, tamanho e poder da floresta amazônica, a maior parte dos municípios desta região estão fixadas à beira dos rios.

Realidade Amazonense
Estradas ligam algumas cidades, saem de Manaus à Boa Vista e outros municípios nos arredores da capital.

Realidade Paraense
No Pará, o processo de colonização e "reforma agrária" propiciou a instalação de uma malha viária muito maior.

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Um dos maiores debates que está se dando no município de Manaus atualmente, é sobre a construção da BR-319. Foi um projeto do governo militar, inaugurado em 1973, ligando Manaus a Porto Velho. Mais um projeto mal feito, e há muitos anos (se não décadas) a estrada é intransitável. A comunicação de Manaus com o resto do país se dá pelos Rios Amazonas, Solimões, Negro e Madeira, ou pela via aérea.

Como sempre, a chegada de uma estrada leva também a um processo de "desenvolvimento do seu entorno. Com isso a BR-319 é considerada um arco de desmatamento, abrindo uma nova via para o transporte não só de pessoas e produtos legais, mas também para um novo processo de colonização, colocando em risco a integridade da floresta.

A proposta dos grupos "ambientalistas" é que não se reforme a rodovia, mas sim construa-se uma ferrovia. Eu sou absolumente a favor desta proposta. O custo é muito menor, tanto para transporte de carga quanto passageiros.

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Viajar pela Amazônia é então muito mais fácil se for pelos rios. E de Manaus pode-se ir para quase qualquer canto desta região: Subir o Negro, ou o Solimões até a tríplice fronteira Brasil-Peru-Colômbia; descer o Rio Amazonas, ver o encontro das águas, e seguir até a foz, Belém, parando ou não no caminho; subir o Rio Madeira até Porto Velho; além das outras bacias com rios um pouco menores.

A capital amazonense tem dois portos. Um deles é o Porto de São Raimundo, obra com ar de modernidade, recente, servida por muitos ônibus e ao lado de belíssimas e abandonadas ruínas históricas. Está mais a jusante do Rio Solimões, e é um local badaladíssimo com bares e música ao vivo. As passagens aí devem ser comprada no guichê, e costumam ser mais caras.

O outro porto, a montante, é a Escadaria dos Remédios. Próximo ao mercado histórico (fechado) e o mercado atual, ali se embarca e desembarca a carga, e a maior parte dos passageiros. A passagem pode ser comprada com vendedores ambulantes, ou representantes das embarcações. É difícil e complicado, você nunca sabe se está pagando a mais ou a menos.

Estes barcos amazônicos famosos nos sudeste pelos acidentes e mortes (como se estes não houvessem em nossas rodovias) são chamados aqui de Recreio.

Há distintos tipos de embarcações: pequenas, médias, grandes; de metal ou de madeira.

Eu não recomendo embarcações pequenas.

Os barcos de ferro são considerados mais seguros, com menor chance de tombar ou romper-se caso se choque com algum obstáculo no rio (geralmente árvores, ocasionalmente outras embarcações). A maior desvantagem na minha opinião, é a temperatura, já que o metal absorve mais calor.

Já os barcos de madeira são mais frágeis e geralmente um pouco menores. Mas isso não significa que haverá um acidente, e eles são um pouco mais aconchegantes.


BARCO MONTE SINAI II (Manaus-Tefé-Manaus)
Culto evangélico à noite. 3 banheiros femininos em cada piso. Coletes salva-vidas sem as tiras de sustentação (as pessoas roubam as tirar para atar as redes)


O Recreio é dividido em 4 pisos: o porão, onde vai a carga de transporte; o primeiro piso (ou segunda-classe), onde vai uma parte da carga e passageiros em rede; o segundo piso (ou primeira classe) onde vão apenas passageiros e há alguns camarotes; e o terceiro piso, onde há camarotes, área de lazer e lanchonete.



BARCO LUDOVICO CELANI
(Tefé-Manaus-Tefé) - concorrente do Rei Davi
Barco enorme, novo, boa comida, mas sem antena parabólica.


Os passageiros devem levar sua rede e corda para viajar e dormir. Quanto mais à proa atar sua rede, menos frio passará a noite, e mais calor passará de dia. Faça sua escolha. Eu costumo me cobrir com uma manta, o vento da madrugada é bastante frio.

No mais, os barcos costumam servir refeições (café almoço e janta), à exceção da do pós-embarque e pré-desembarque. Vegetarianos, levem complementos para arroz, feijão e macarrão, como enlatados de legumes.

Outra coisa, a sua bagagem é de sua responsabilidade e transportada junto a você. Então bonitão, se tu tirar sua máquina fotográfica de 500 pilas para fotografar, lembre-se de ficar com ela o tempo todo a partir daí, se não amanhacerá sem ela!
Uma noite eu tive um pesadelo na rede de que tinham roubado meu laptop e jogado a mochila no rio para não serem descobertos!
Digo que não há perigo, mas deve haver bom-senso e atenção.

Há uma página chamada Navegando e Lendo, onde pode-se encontrar informações sobre as embarcações, como trechos, datas de saída, e telefones para contato. Além de disponibilizar estas informações, eles têm uma campanha de arrecadação de livros para criação de bibliotecas dentro dos barcos e de recolhimento do óleo de fritura em tonéis na Escadaria dos Remédios, para que não sejam despejados diretamente no rio.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Transporte de Animais de Estimação

Muitas pessoas acabam por uma razão ou outra, abandonando os bichinhos pra trás, ou fazendo de tudo para levá-lo consigo!

Disponibilizo aqui então informações sobre transporte de animais (pois é Marcela, talvez você precise disso). :)

Transporte em Avião
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Empresa GOL
Atendimento Online Gol (www.voegol.com.br) em 30 de outubro de 2008.

Quanto custa para levar um animal de estimação no avião?

É cobrada uma taxa de handling de 70,00 reais mais o valor é diferenciado pelo peso do animal sendo cobrado 1% da tarifa ?Y?;
- Somado a este valor, é cobrada uma taxa, chamada taxa de Handling (território nacional de R$ 70,00).
Segue exemplo da cobrança de taxa de Animais no Aeroporto:
Despacho de animal de 15 kg entre CGH e POA:
Taxa AVIH Handling: R$ 70,00
Taxa AVIH Kg: (15kg X R$ 8,40-> Exemplo existente em uma tabela no aeroporto) = R$ 126,00
Total das Taxas: R$ 70,00 + R$ 126,00 = R$ 196,00

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Aeroporto Internacional de Guarulhos

Aeroporto Internacional de Guarulhos. Cumbica. São Paulo. Infraero, Gol, TAM, aeromoças (mozas=garçonete). Azafa, comissária de bordo. Maquiagem, salto alto, cabelo preso, malas de rodinhas.

Carrinhos: de bebê, de brincar, de carregar malas pelo corredor. Não, não precisa levar esse, vou por minha mochila aí assim que terminar de ocupar todo o espaço possível disponível nela. Frasco de mais de 100ml não pode. Preciso beber o quase meio litro da água de coco que ainda está na garrafa térmica.

Peso máximo por passageiro: 23Kg. Eu carrego 23,1 na mochila despachada no saco da Equinox. Ah, guarda-chuva não pode ser bagagem de mão. A mala já foi, não tem como levar. Bom humor, um envelope e o parágua vira encomenda.

Teenagers. Choradeira. A lânguida paulistana de cabelo alisado (alisado não, isso é coisa de preto, é chapinha progressiva. Chapinha não, isso agora é démodé. ESCOVA PROGRESSIVA). Chora lá dá cá. Algum intercâmbio. Forte e longo abraço no amigo. Seriam namorados, sem dúvida, se ele não fosse o gordo da turma. O gordo é bom para abraçar.

Gordo! O peso máximo de bagagem de mão é 5 quilos, mas desta vez eu deixo passar. Só o Laptop pesa 4. Água, uma agenda, carteira. Imagina então quando se tem um estoque de comida para 48 horas.

Comida!
Água mineral garrafa 500ml: R$3,20
Café expresso. lavazza. R$3,70
....

A parede de vidro separa os viajantes domésticos dos internacionais. É verdade, doméstica nunca deve ir pro exterior, a não ser que tenha uma amiga que encontre um trabalho na casa de um bacana.
Quando trabalhava na Disney, uma vez uma cliente do Ohana Restaurant queria me contratar como empregada da casa dela. Dizem que as brasileiras limpam bem. E se são pobres, são limpinhas.
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A mulher que limpa banheiros lê revista Quem. A Caras da Editoria Abril não cai no gosto do povão, é leitura da classe média do cabeleireiro.
....
Tem também o pessoal que acha que aeroporto é chique. Vão tudo arrumado, com salto alto, maquiagem e roupa importada carregar mala em corredor de aeroporto, onde tem lojas de importados nas laterais, vendendo tudo mais caro que lá dentro. É um gostinho consumista para quem não passa a barreira do embarque. Ou pra quem viaja em destino nacional.



Mas vamos lá, para quem vai viajar.


Mochileiros: Despachar mochila em avião pode ser um problema. Cheias de bolsinhos, fitas, e coisas possíveis de serem abertas sem o menor esforço (ou rasgarem por terem se prendido em alguma esteira), a solução é embalá-la em plástico de aeroporto (caro, anti-ecológico, e não reutilizável) ou embalá-la em uma bolsa de pano.
Em minha primeira mochilada internacional, minha mãe me costurou uma, em Tectel. Por maus cuidados, a perdi no TGV de Paris a Lille.
Isso foi sugestão do Carlos, meu amigo e dono da loja de Equipamentos Osíris, situada na Avenida José Longo, na frente do meu restaurante vegetariano favorito de São José dos Campos, o Com-Sciencia.
Inclusive foi o Carlos, que antes de que eu fosse para a Argentina, me recomendou uma bolsa mais profissional, produzida pela Equinox, empresa carioca de equipamento de escalada, montanhismo e afins. Ela lançou há um ou dois anos uma Bolsa para Transporte PackCase(de qualquer coisa) de 100L, que é ideal para abrigar a mochila antes de passá-la pelo check-in.
Com
Depois de comprar o equipamento, é necesário colocar 2 pequenos ilhós em um dos lados, por onde irá passar o cadeado que irá lacrar sua mochila.

Imagem: Bolsa da Equinox com mochila de 80 litros e 23Kg dentro. :)



Se você tem um vôo, e não sabe em que asa vai embarcar, deixo aqui uma foto com um mapa do aeroporto, e as respectivas empresas que "checan-in" em cada asa.



Como chegar ao aeroporto?


Já disse antes: andar de avião é rápido, mas só isso.
Você sempre está longe do centro, limitado a sair dali com linhas de ônibus municipais escassas ou inexistentes, ou táxis que irão te esfaquear com frete homem-mala, ou por sorte com uma empresa que faça o transporte regular de passageiros até um aeroporto.

Por sorte, em Campinas, por R$30,00 a Viação Caprioli leva até ao aeroporto, agora não mais saindo da Av. Francisco GLicério, mas sim do novíssimo Terminal Intermodal de Campinas, inagurado pelo Prefeito Dr. Hélio antes de ter o terminal de circular apto a funcionar. Um verdadeiro caos ao habitante sazonal de Campinas.

Saindo de São José dos Campos, é a Pássaro Marrom que faz o traslado, com o preço mais camarada de R$14,00 (e com menores chances de ficar parado em um congestionamento no coração econômico do Brasil).

Boa viagem.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Equipamentos - Rede (hamaca/ hammock)

As redes, tradicionais camas de alguns grupos indígenas, hoje são alternativas de dormida para viajantes e item quase obrigatório de uma mochilada pela Amazônia.

Um novo produto (e de origem nacional) são as redes e equipamentos para rede da Kampa. Fora a própria rede, eles tem acessórios interessantes como tela mosquiteiro, uma cobertura contra chuva, e fitas para fixação da mesma em distintos tipos de superfície.

O preço é um pouco salgado, mas a qualidade, peso, e comodidade podem valer o investimento.

Para os viajantes que chegam às capitais da Floresta Amazônica, redes de nylon, algodão, tear, crochê, bordadas, lisas, estampadas, pequenas, de solteiro, de casal, podem ser compradas com diversos vendedores ambulantes em barraquinhas nas praças e na região do porto.

Elas são quase todas produzidas no Ceará, mas usadas mesmo e item indispensável, na vida de quem vive ou viaja pelos rios amazônicos.

Os preços dessas podem variar conforme o material, o tamanho, e a boa vontade do vendedor, mas algo em torno de R$15 a R$40,00.

-As de Nylon, apesar do peso e volume pequenos, não absorvem o suor (fica melando) e fazem barulho com qualquer tipo de atrito.

-As de algodão feitas em tear são as mais bonitas. Se forem leves, as fibras usadas podem ter baixa resistência e com o peso romper te levando ao chão; as de fibras resistentes serão mais pesadas, porém garantidas.

-As de algodão industrial (como se fosse um pedaço de tecido cortado, costurado, e com alças de sustentação), geralmente são feinhas e com decalques bregas. Mas são relativamente leves, resistentes e permitem troca de calor.

-Muitas tem barras de crochê bordadas para decorar e dar caimento à rede.

Fica a seu critério escolher o que te cai melhor.



Também é possível comprar telas mosquiteiro de rede Made in Ceará, nas cores rosa bebê, amarelo, e azul calcinha. Elas tem uma vedação razoável, e tem que ser fixas nas cordas de sustentação com um nó ou um elástico (não incluído no produto).
Em setembro de 2008 estava em falta com os vendedores ambulantes.


Rede resolvida, mas ainda não dá pra dormir. Se não for ficar em uma casa com ganchos de rede nas paredes, é preciso ter cordas (ou as fitas da Kampa) para prender sua rede. Pedaços de cordas para amarre também são vendidas pelos comerciantes ambulantes das redes e mosquiteiros.

Dicas finais:
-Redes estreitas não são confortáveis para dormir. A melhor maneira de dormir na rede é atravessado diagonalmente nela, de modo a não curvar sua coluna. Com uma rede estreita você não diagonaliza o corpo, e vai fazer o U com sua coluna.
-Redes de casais são legais, mas dormir de conchinha muitos dias no calor de uma rede pode-se tornar desconfortável.
-As redes de cordas de nylon trançadas são as mais práticas de transportar, e as piores para dormir. Atento se não quiser apoiar sua pele em apenas alguns pontos, e acordar parecendo tabuleiro de jogo de xadrez.
-Just enjoy it! Redes são bem confortáveis, e quando não em viagem, ótimas para ler um livro, tirar um cochilo, e hospedar visitas em casa.

domingo, 17 de agosto de 2008

Misiones

Misiones é a província ao Norte da Argentina, que faz divisa com o Paraguai, e com o Brasil pelos 3 estados da região sul. É famosa pela produção de erva-mate.

Mapa da Província de Misiones (Missões)

POSADAS
Capital da província de Misiones, é a parada final do trem Gran Capitán que sai de Buenos Aires, e divisa com a cidade de Encarnación, no Paraguai.

Posadas - Mapa do Centro

O que fazer
Caminhar pela avenida Costanera, visitar o museu do Ferrobarco, espécie de balsa que levava os vagões de carga entre Argentina e Paraguai. Foi desativado depois que construíram a ponte ligando os dois países. O barco não funciona mais, porque muitas peças de cobre do motor a vapor foram roubadas, além da obsoledade das vias férreas forçadas na América do Sul. O transporte entre os dois países agora é feito por caminhão.
Sobre arqueologia marítima na Argentina, acessem o site da Histamar.
O Palácio do governo tem um enorme Ipê roxo no jardim.

Hospedagem

Hostel Koeyú: (03752)459699/ 15.609597
Av. Cocoramola 6620 (a 7 quadras da Rodoviária)


Ruínas das Missões Jesuíticas
Todos devem conhecer (ou ao menos ter ouvido falar) do processo de catequização encomendado pelos países colonizadores, Portugal e Espanha, e gerenciados pela igreja católica com o nome de Companhia de Jesus nos séculos XVII e XVIII na terra descoberta por Cristóvão Colombo em 1492. Foram 30 povos jesuíticos-guaranís fundados: 7 no Brasil, 8 no Paraguai e 15 na Argentina nos atuais territórios.

Na América portuguesa, a expulsão dos jesuítas foi declarada pelo Marquês de Pombal; na espanhols, pelo Rei Carlos III.

Em 1983 muitas das ruínas foram consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO,

Minha sugestão: hospedar-se em Posadas em algum local próxima a rodoviária, e de lá tomar ônibus para as ruínas de Santa Ana, Loreto e San Ignácio.

Mapa das Missões Jesuíticas
O ingresso para as Ruínas das missões jesuíticas custa $12 (cidadão latinoamericano) e é único para as 4 ruínas argentinas, podendo ser usado por até 15 dias.

San Ignacio


Hospedagem
(Não há muitas opções, e a maioria custa caro). Melhor ficar em Posadas.

Residencial Doka: recidoka@yahoo.com.ar
Calle Alberdi 518 (03752)470.131
Em frente as ruínas de San Ignácio, mas há 7 quadras da parada do ônibus.
San Ignacio Adventure Hostel (antigamente, Hostería las Palmeras)
Calle Independencia 469.

Mapa de San Ignácio

Conheci apenar as ruínas de San Ignácio Mini, cravadas no meio da cidade. Muitas barracas de artesanato e comércio de plantas tropicias: Samambaias (helechos), orquídeas, e outras plantinhas.
Tem muito 'índios" guaraní na zona. Entre aspas pela complicação no uso do termo, na dificuldade de classificá-los e no próprio extermínio e erosão cultural sofridos pela colonização do velho mundo, e mantida pela cultural ocidental dos latino-americamos atuais.

As Cataratas de Iguazú
O Parque Nacional Iguazú, conhecido como as cataratas do lado argentino, é de responsabilidade da Administración de Parques Nacionales (APN)
O ingresso ao parque custa $23 para cidadãos do Mercosul (nós, brasileiros), $40 para gringos, e $14 para argentinos. Uma prática interessante para incentivar o turismo local e cobrar a diferença de quem tem a moeda valendo mais.
Em semana de lua cheia, o parque pode ser visitado a noite.
Saem diariamente e a cada 30 minutos ônibus da Rodoviária para o Parque. A passagem de ida e volta custa $10.

Sobre as Cataratas: o parque argentino tem um trem, trilhas, e passarelas metálicas ou de cimento levando a todas as quedas (saltos). Além disso, dependendo do volume do rio, um barco leva os visitantes até a ilha de San Martín. Tudo isso incluído na entrada do parque.
Para quem tiver mais plata, pode pagar $75 para um rolé de 10 minutos debaixo do Salto dos Mosqueteros e Salto Barnabé Mendez, ou com $150 e passar pelos saltos, fazer uma trilha guiada, e andar de caminhão no "meio da selva". Programa para gringo, custo para gringo. (por sorte, um bom espanhol, e 4 espanhóis com quem passei o dia pagando pelo passeio, fiz o de $75,00 de grátis).

Puerto Iguazú
Cidade pequenininha, com muitos albergues na região ao redor da Rodoviária. Os preços variam de $20 a $40 com café da manhã.
A rodoviária tem uma maleiro relativamente barato, e para quem tiver apenas um dia, é uma excelente pedida.
Se quiser passar para Foz do Iguaçú. Brasil, também saem ônibus a cada meia hora.
Atenção: Foz do Iguaçú tem duas rodoviárias.

Empresas de ônibus
Terminal Posadas : (3752)4548877/454888

Empresa M. Horianski S.R.L.

Flecha de Oro - Avenida Maipú 2051 Tel: (3752) 471166/ Terminal Posadas 454934
CUIT: 30-67242593-6 início: 23/12/94

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cultura em La Plata

Alguma coisa para ajudar recém-chegados em La Plata (e por que nao aqueles que estao a passeio).

Centros Culturais

Centro Cultural Estaçao Provincial - antiga estaçao de trem abandonada e apropriada pelo movimento cultural. Festas, oficinas, cursos, ...

Centro Cultural Pasaje Dardo Rocha - plaza San Martin - calle 52 entre 7 y 8
Esposiçoes, cinema barato, teatro, e oficinas culturais. Muita informaçao interessante no mural!

Centro Cultural Islas Malvinas - Plaza Islas Malvinas


Centro Cultural Olga Vazquez - Calle 60 entre 10 y 11
Espaço mantido por distintas agrupaçoes políticas. Aí está a Pizzaria Lo de Olga, gerida por uma cooperativa de estudantes. BOm preço, acompanhada de panfletagem.
Telefone: 221.453-4776
Atende das 19 às 24h.

Casa del Pueblo - Calle 49 entre 9 y 10 n. 729
Costuma sediar boas festas.


Centro Vasco Euzko Etxea de La Plata - Cursos de língua Euskera, e outras atividades.

La Grieta
Programação Cultural

Jornal El Dia - Espectáculos
Municipalidad de La Plata - Servicios Culturales

Aulas-Cursos

Dança Flamenca - Carolina Echegaray - contato: lamagnolia@yahoo.com

Dança Afro - Monica Champredonde

Batuquele - Grupo de percussao fundado em 1998, que além de se apresentar em distintos locais, oferece un "taller"( oficina).

Vitrais - Noemia Vitrales - 62 (917) entre 13 e 14

FEIRAS

Plaza Italia (calle 7 y 44) - Todos os sábados e domingos (preferencialmente entre tarde-noite, até as 20h). Artesanatos de excelente qualidade. Madeiras, joalheria com prata e pedras, artesanato hippie, vitrais, roupas, incensos, couro, tecelagem, derâmica, entre outros.
Aos domingos, encontra-se o grupo de danças folclóricas, feira de animais (venda e doaçao), circo (em alguns fins de semana), e DVDs piratas.
Bolsas em Couro- Roberta Vá (mariaroberta@yahoo.com.ar) 221-15-5382107

Parque Saavedra - artesanato de técnicas de revista, alguma comida, antiguidades, e outras variedades (almofadas, banquetas de viagem, e boludezes que podem ser úteis ou tipo polishop).

Feria Paraguaya - Feira popular, todos os sábados, em Villa Elvira. Tomar ônibus Este 16.

Na falta de Brasil

Samba-pagode - Grupo Carinhosos da Garrafa - Grupo platense que toca samba brasileiro. Completaram um ano como grupo em Abril desde ano.
Contato: carinhososdagarrafa@gmail.com

Capoeira: Asociación Argentina de Capoeira

Argentinismos

Danças Folclóricas - Tem que conhecer a Chacarera, Zamba, ...
Há grupos em vários locais, para aprender
Salamanca é um bar em 60 esq.10 onde se bote conhecer um pouco. Há também os domingos na Plaza Italia.

Tango: O clássico clichê argentino.
Tango Criollo Club - Calle 7 casí 42
Para escutar: La Guardia Hereje

Música (nao que eu tenha gostado)
Rock - Los Piojos, los redondos,
Cumbia
Quarteto

Para tomar cerveja

O preço da cerveja de litro no bar é padrao: eram 10 pesos, a inflaçao levou a 12.
Quilmes domina o mercado (com a rubia, roja, bock e stout). As mais baratas Báltica, Palermo. E tem Heineken, Brahma e outras marcas perdidas por aí. Recomendo as cervejas escuras
Onde tomá-las?

La Mulata - 55 (937) entre 13 e 14. Boa música começando cedo, mas depois a casa enche, a música piora e o ambiente de bar vira balada. Ainda assim o recomendo.

Bukowski - 59 entre 6 e 7. Excelente ambiente, música, e boa programacao. Cinema às quartas-feiras, teatro aos domingos.

Antares - Cerveja Artesanal, produzida em mar del Plata. Aqui nao se paga por litro, mas por copo. Muitas variedades

Caetano - Calle 47 Nro. 772 Tel.: 221-483.5683

Balada Gay
La Juana - Calle 44 entre 10 y 11.
Como todos " boliches" de La Plata, começa entre 12p.m. e 2a.m., e começa mesmo às 4a.m. Entrada barata (5 pesos).
Yulo

Comunicaçao custa caro!

Amanha deve sair o resultado.
Eu estou de alguma maneira, esperando o resultado do processo seletivo de um estágio no Projeto de Peixes Ornamentais do IDSM - Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (que trabalha também na reserva Amana).
escrevi uma carta, refiz meu currículo. Sexta-feira me avisam que fui selecionada na primeira fase, e tenho que fazer uma entrevista por telefone.

Mundo globalizado, eu em La Plata-Argentina, eles em Tefé-AM-Brasil.
Enviei um e-mail sugerindo que ou eles me ligassem no meu celular argentino, ou que eu ligasse para eles de um kiosco ou que fizessemos a entrevista pelo Skype.

O Skype, para quem nao conhece, é um programa que opera ligaçoes para qualquer lugar do mundo, relativamente barato, e gratuito para falar de skype para skype. Mas para isso, é preciso um computador, um bom microfone e uma boa conexao de Internet.
O computador na verdade já nao é mais indispensável, há algum tempo eles tem comercializado aparelhos com distintas funçóes e capacidades.
Há também a possibilidade de comprar um número de telefone fixo de qualquer lugar do mundo. Esse serviço chama-se SkypeOut. Exemplo: posso ter um número fixo de Campinas ou SJCampos estando vivendo em qualquer lugar do mundo. Meus amigos e familiares podem me ligar neste número pagando uma ligaçao local ou interurbana, mas nao internacional.
Foi com esse programa que falei a maior parte das vezes com meus pais e amigos. Outra possibilidade genial é fazer chamadas em conferencia. Assim coloca-se na mesma conversa, 3 ou mais pessoas que estao em diferentes lugares. É uma ferramenta e tanto.

Mas nao foi o skype que eles escolheram, sequer optaram por me ligar no celular.

Aqui na Argentina todo quarteirao tem um kiosco. Kiosco é onde compra-se cerveja, refrigerante, cigarro, cartao de créditos para celular e todo tipo de alimento industrializado que te liberam hormonios e neurotransmissores do prazer, mas fazem mal a saúde. Eles estao espalhados por todos os lados. O comércio de bairro ainda domina a economia, pelo menos aqui em La Plata (e uma análise dos porques e dos resultados disso, nao farei aqui).
Um terço destes kioscos tem também computadores com acesso a internet e cabines telefonicas (cabinas). É de uma dessas que liguei para a entrevista, e paguei $1,29 o minuto. E entre a entrevista, saudades da minha mae, e atualizacoes com meu melhor amigo, deixei $72 no kiosco.

Também tinha algumas cartas que precisava enviar fazia um tempo. Depois de consultar os serviços da DHL e OCA por e-mail e receber respostas sem a informaçao que queria e sim um número de telefone que eu já tinha visto no site para ligar e perguntar, terminei indo ao Correo Argentino.
A inflaçao atingiu também este setor. Para enviar uma carta simples pro Brasil, custa $4,00 (R$2,35). O mesmo serviço na contra-mao, uma carta simples do Brasil para a Argentina pelo Correios Brasileiro custa R$0,75 ou R$1,55 para envio em no máximo uma semana. Mais $18,0 deixados no Correo.

Em menos de 1 hora, gastei $90 em comunicacao. Tive que pensar na velha e boa frase: "tá no inferno, abraça o capeta".

É por essas e outras que falar, escrever no papel, ver a letra da pessoa, a mancha de vinho ou mate, isso está se perdendo.
A Internet, além de rápida, é barata.

Mas nem todos tem acesso a ela. Os mais velhos, pelo medo no processo de alfabetizaçao. E os mais pobres, porque existe a nuvem da exclusao pairando sobre nossa sociedade em distintos ambitos.

No final, ser classse média e nao ter Internet hoje é uma gafe pior que ser classe média e nao ter um carro.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Transporte Internacional para Argentina

Enfim, eu sei que estamos na era do aviao. Que quase ninguém está disposto a passar horas em um onibus ou trem para se deslocar de um lugar pra outro, agora que os bilhetes aéreos sao muito mais baratos e acessíveis que antes.
Mas eu gosto de sentir a distancia, de ver o tempo passar, a paisagem mudar. De ver as pessoas que viajam, conhecer os deslocamentos.
Os aeroportos tem um ar de teletransporte, sao lugares que nao existem, que nao dizem nada do espaço que representam. Sempre iguais, com os mesmos cafés expressos, lojas de revistas, bancas de souvenirs de luxo (ou com preços o mínimo duas vezes maior que em qualquer loja fora dali).
Gosto do ar de chegada e despedida que tem. Mas a burocracia, o check-in com antecedencia, os personagens do mundo aéreo todos iguais, com seus uniformes padroes em que apenas as cores dos uniformes mudam.

Para sair de Sao Paulo há duas empresas de onibus, uma argentina e outra brasileira.
Os onibus de viagem intermucinipal argentinos sao incomparaveis aos brasileiros. Tem poltronas grandes, bem reclinadas, e muitas vezes (quase sempre) servem refeicoes já incluídas na passagem.

A empresa brasileira Pluma chega a Buenos Aires com saída de distintas cidades do Brasil.

Já a argentina Crucero del Norte, que recomendo sem nenhuma crítica, tem uma frota ligando distintas cidades do Brasil, a distintas cidades da Argentina.
O maior problema é que as tarifas sobem acompanhando a inflaçao que rege todo o país.
Em Março, paguei 300 pesos no trecho Sao Paul-Buenos Aires. Agora custa $325.
O önibus sai de Buenos Aires diariamente as 20h30 e de Sao Paulo as 23h. É necessário chegar uma hora antes. A compra da passagem pela Internet tem algum tipo de desconto.
É oferecido um café da manha e uma refeiçao pela empresa. Na ida de Sao Paulo, a refeicao é servida em um restaurante da empresa em território argentino, com direito a prato vegetariano (no meu caso), vinho, refrigerante, paezinhos, espumante e sobremesa!
Essa mesma empresa faz transporte para o Paraguay.

Para ir da Argentina para o Chile ou Perú, uma empresa possível é El Rápido Internacional.
De Buenos Aires para Lima(Peru), saem onibus aos domingos, terças e sextas por $473 pesos argentinos. A viagem dura 4 dias.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Seguro de Saúde de Viagem

Quando se faz uma viagem ao exterior, a maior parte dos países que nao fazem fronteira com seu país natal pede um seguro de saúde para o período em que for permanecer em seu território.
Por sorte, quando fui para a Europa nao me pediram nada, e também nao me aconteceu nada. É uma tentativa de evitar que o Estado tenha que bancar um serviço médico público e gratuito a um estrangeiro, além das demoras e filas que podem haver para um atendimento de emergencia.

Sao muitos os preços, coberturas, e empresas que operam seguros de saúde internacional. Se voce vai ou nao fazer um antes de viajar, vai depender das exigencias migratórias ou de como voce pode se virar caso de passe algo grave (se tem muito dinheiro guardado, ajuda familiar, ou vai esperar o atendimento médico gratuito do país em que está).

Pode nao acontecer nada (o melhor), e voce perdeu um dinheirinho que podia ter gastado em outra coisa. Pode rolar um resfriado, mal estar, virose, etc., e ao invés de voce esperar na fila de um hospital público, ligar e esperar que um médico venha te ver. Ou pode acontecer algo grave (acidentes, lesoes, apendicites, etc.), e voce estar totalmente sozinho em um lugar desconhecido, e onde um bom tratamento irá de custar muito. Um exemplo de coisas que podem fazer terminar sua viagem se voce nao tiver assitencia médica internacional, é um pé quebrado.
Por sorte Lou tinha um seguro, e seguiu sua viagem. Aqui estao as aventuras de seu pé direito.

Se voce precisa fazer um seguro de saúde-assistencia médica internacional, verifique estes:

ISIS - Serviço comercializado no Brasil exclusivamente pela STB - Studen Travel Bureau. É o plano de assistencia que eles vendem para os programas e serviços que comercializam. Foi o que usei quando fui trabalhar na Disney pelo International College Program.

MIC - O Medical International Card é comercializado por diversas agencias de turismo. Paguei 100 dólares em uma cobertura de 4 meses na América do Sul. Conseguimos um bom desconto
por estarmos em um grupo de mais de 15 pessoas.

Uma outra possibilidade é também fazer um seguro de vida do Banco do Brasil, que na verdade é da Aliança do Brasil. Sai relativamente barato (pago R$13,00 por mês), e dá uma cobertura de seguro de saúde de viagem nos 3 primeiros meses de uma viagem para o exterior. Aqui está o contrato de seguro. "O âmbito territorial de cobertura é o globo terrestre." Assim que nada de foguetes e viagens interespaciais.
Semana passada tive tosse e febre, e resolvi chamar o seguro para ver se poderiam me atender. Liguei para a central no Brasil, que me transferiu para a central Argentina. Eles me pediram um telefone, e no dia seguinte agendaram a visita de um médico que chegou em minha casa na hora combinada. O atendimento é feito por algum serviço médico da cidade onde está. Em La Plata, foi um serviço da UDEC. Após o atendimento, eu assino uma folha dizendo que eles estiveram aqui.

O estranho foi no dia seguinte, sem que eu tivesse ligado, aparecer outra vez um médico em minha casa. Achei estranho, mas aproveitei para ver se teria um outro diagnóstico. Tosse e febre poderia ser algo pior. É virose mesmo, e outra folha assinada.

No terceiro dia, outra vez a campainha. Estava saindo para fazer uma prova, terminando de me vestir, e nao atendi, mas tenho a sensaçao de que eram eles de novo.

Papel de atendimento + minha assinatura = dinheiro do seguro de saúde
Como nao sou eu quem paga, acho que eles queriam aproveitar para levar uns trocados do meu seguro de saúde.
É, tem espertinhos por todos os lados, dentro de qualquer fronteira!

Para a Áustria: Klemmer tem bons planos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Trens Argentinos

Quase toda a malha ferroviária argentina sai da Capital Federal, Buenos Aires, até mesmo por se o porto do país.
Coloco aqui algumas das principais linhas que serven o país.

Línea General Roca
Trem da região metropolitana de Buenos Aires. Dentre outros destinos, sai do Terminal Constitución até La Plata.

Ferrobaires
Empresa que atende a província de Buenos Aires.
Bagagem: " Todo pasajaro poseedor de un boleto de pasaje con derecho a la conducción de equipaje libre de flete podrá despachar hasta un peso de 30 kgs.Se permitirá llevar en los coches y sin que se computen en los 30 Kgs. libres de flete por persona, pequeños bultos de mano, como ser bolsos, valijas chicas, paquetes, etc., los cuales sumadas las medidas de su largo, alto y ancho de cada uno de ellos, no excedan de 105 cm lineales en su conjunto."

El Gran Capitán
Trem a Misiones e Entre Ríos. Excelente passeio!
Passa pela zona de pecuária, citrícos, produção de chá, yerba. Demorou 33 horas de Buenos Aires até Posadas.

Trem Patagonico (Província de Río Negro) Viedma - San Carlos de Bariloche
Para Trem Patagónico, tente esse também.

Trem para Tucumán - Ferrocentral
Acesse este também.

Trem a Las Nubes
Trem turístico, na província de Salta, que sobe a Cordilheira.
Aparentemente está desativado.

Movimento em pró das ferrovias no Brasil, Clube dos Amantes da Ferrovia.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Uruguay - Dicas de viagem

Belo e pequeno país, com quase a metade de sua população vivendo na capital, tem como maior ponto turístico a costa leste, que deve ser visitada no verão. (Como fui ao final de maio, não visitei). A maior parte do território é agrícola, com forte produção pecuária.
O Uruguay é dividido em 19 departamentos. É uma mescla entre município e estado no Brasil.

Mapa do Uruguai

Sede do Mercosul
Em Montevideo está a sede do Mercosul (ou Mercosur para os vizinhos hispanohablantes).
A capital, com mais de 1 milhão e meio de habitantes (considerando toda a região metropolitana), não possui metrô, tem um sistema de ônibus relativamente eficiente mas muito complicado para um turista, e pouca estrutura para bicicleta (há uma ciclovia na Rambla - avenida que acompanha a costa).

A maior parte dos estabelecimentos em Colonia e Carmelo aceitam peso argentino, peso uruguaio e dólar.
Há uma infinidade de casas de cambio em todas as cidades! Não se preocupe com cambio antes de sair do país.

TRANSPORTE (os preços aqui estão em pesos argentinos)
O Uruguay faz fronteira com a Argentina pelo Río Uruguay a oeste, e o Río de la Plata ao sul.
Há três rodovias que ligam os dois países,
Gualeguaychú(Arg.) e Fray Bentos (Uru.) - Ruta 11
Colón (Arg.) e Paysandú (Uru.) - Ruta 18
Concordia(Arg) e Salto (Uru) - onde está a Hidrelétrica de Salto Grande.

De Buenos Aires saem barcos para diferentes cidades do Uruguai, a diferentes preços. Algumas das empresas saem de Tigre, uma cidade a Oeste de Buenos Aires onde há um pequeno porto.
As cidades no Uruguai onde chegam os barcos são Nueva Palmira, Carmelo, Colónia ou Montevideo. Para algumas empresas há traslado em terra incluídos ou não no trecho da passagem.
O transporte por terra é feito por distintas empresas, mas é bom evitar os finais de semana e feriados prolongados, devido ao fechamento das estradas pela problemática das papeleras finlandesas no Rio Uruguai.

AQUÁTICOS
Lineas Delta
- www.lineasdelta.com.ar
Compra in loco.
Porto em Tigre, sem transporte terrestre.
Palmira - $50
Para Palmira: diário às 7h30.
De Palmira: 2a a 6a, às 15h. Sábado e domingo, às 16h.
Colonia - $60
Para Colonia: diário às 7h30.
De Colonia: 2a a 6a, às 12h45. Sábado e domingo, às 14.

Cacciola Viajes - www.cacciolaviajes.com
Compra in loco
Saída de Tigre, com ônibus incluído desde capital(Buenos Aires) até o porto.
Saídas diárias do Centro de Bs.As. às 6h15 e 14h15.
Até Carmelo - $52
Até Montevideo - $80(o trecho até Montevideo é feito com ônibus da própria empresa)
Endereço para compra de passagem em Bs.As.
Florida 520 Piso 1 Oficina 112. Tel: 54-11- 4393.6100/ 4394.5520
(Descer na Estação Lavalle do Subte/Metrô)

Colonia Express - www.coloniaexpress.com
Compra in loco ou por telefone.
Porto em Buenos Aires e Colonia. O transporte de Montevideo até Colonia é feito por ônibus da empresa.

BuqueBus -
www.buquebus.com
Compra pela Internet ou in loco.
McDonald's do transporte Argentina Uruguai. Está espalhada por todos os lados, em especial no Uruguay.
Tem o serviço mais rápido possível, que também custa bastante caro.
No site tem toda a informação que possam necessitar.

TERRESTRES
Cauvi
Montevideo, Terminal Tres Cruces - 401.9196
Buenos Aires, Terminal Retiro - 43.144930
Saídas diárias de ambas cidades às 21h30. Preço: 760 pesos uruguayos.

Existem outras empresas que fazem o transporte por via terrestre, é só se informar nos terminais rodoviários.

Outras informações
Vale lembrar que cidadãos uruguaios (e argentinos) tem desconto nas passagens por algumas companhias. É uma boa política para integração entre os 2 países.
Cidadãos do Mercosul podem viajar com documento nacional de identificação (D.N.I. ouR.G.) ou Passaporte - que te garante um carimbo de recordação para toda a vida.

Transporte Terrestre no Uruguai
Dentro do Uruguay é tranquilo viajar de ônibus.
Em Carmelo, a empresa que sai até Colonia é a Berruti e custa 70 pesos uruguaios.
Existem mais horários, mas te garanto o das 12h45 e 14h.
Berruti y Cia: Calle Gral. Artigas 1130. Telefax (0544)6181
beruttiturismo@adinet.com.uy

De Colonia a Montevideo, há 2 empresas, os horários são frequentes. Custa 170 pesos Uruguaios.
Turil S.A. - www.turil.com.uy


Colonia del Sacramento - www.colonia.gub.uy
Pequena cidade fundada por portugueses em 1680, tem como maior atrativo a parte histórica com traços arquitetônicos portugueses e espanhóis, declarada como Patrimonio Mundial pela UNESCO em 1995.
Nos hostels há bicicletas disponíveis para os hóspedes, na maioria das vezes sem custo adicional.
É a capital do Departamento de Colonia.

Site com informações gerais de hospedagem: www.hotelesencolonia.com

Hostel sugerido:
Hostel Colonial - Av. Gral. Flores 440 (e-mail: hosteling_colonial@hotmail.com )
de $170 a $200 pesos uruguaios por pessoa. Tem dormitórios e quartos privados.
Tem bicicletas, internet gratuita, uma cozinha pequena, e quartos amplos e arejados, num casarão antigo. Está na avenida principal da região, perto de comércio.
O café da manhã é cobrado a parte.

Comida Vegetariana
Montevideo
Sabor Urbano - Calle Zabala 1341 (próximo a calle Sarandi). Tel: 915.8338
De segunda a sexta, de 10h30 às 16h30.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Migraciones, visto e permanencia

Cidadaos brasileiros nao precisam emitir visto no Brasil antes de vir trabalhar ou estudar na Argentina. Pelos acordos bilaterais e Mercosul, entra-se com visto de turista que vale por 90 dias, e neste período deve-se ir a alguma secretaria de Migraciones pedir a emissao a da Residencia Precária. A primeira via vale por 90 dias, e pode trocada por outra de 2 anos ao término da validade.

Emissao de Certificado de Residencia Precária
Radicación Temporária
-Certidão de Antecedentes Criminais do Brasil - Gratuito
Departamento de Polícia Federal
Entretanto, este documento deve ser enviado a Brasília para ser Legalizado, e isto tem um custo. É necessário que a assinatura em documento estrangeiro seja legalizada pela Embaixada, para que tenha efeito no país de destino.

Endereço do Itamaraty

Setor de Legalização de Documentos
Divisão de Assistência Consular (DAC)
Ministério das Relações Exteriores
Esplanada dos Ministérios – Bloco H
Anexo I – Térreo
Brasília – DF CEP: 70170-900
E-mail: legalizar@mre.gov.br
Fax: 3411-8800


-Certificado de Antecedentes Penales Argentino - $40
Ministerio de Justicia y Derechos Humanos

-Declaración Jurada de Domicilio - $5
Ministerio de Gobierno Pcia. Bs. As. - Dirección Provincial del Registro de las Personas

-Certificado de Residencia Precaria - $200
Emitido pelo Ministerio del Interior - Dirección Nacional de Migraciones
Radicación Temporaria


COmentarios sobre a solicitaçao de Radicacion Temporaria
Meu certificado de residencia precaria vence hoje! Segunda-feira passada, 14 de julho, fui a Migraçoes para renová-la, já que 3 meses atrás me disseram que em 10 dias antes de que vencera poderia renová-la. Entretanto, esperei quase uma hora, e me pediram para voltar no dia em que vencia.
Fui ontem (22 de julho) esperando conseguir minha radicacion temporaria de 2 anos. Paguei 10 pesos no Banco de la Nación Argentina da 7 y 48, e ganhei um carimbo, na mesma folha, me ampliando a residencia por mais 3 meses, até o 23 de outubro. É que meu processo ainda nao foi finalizado...

Para a emissão do CUIL
-Apresentar original e fotocopia do Certificado de Residencia Precaria e Passaporte.
-O órgão que o emite é a ANSES (Administración Nacional de Seguridad Social), e em La Plata o trâmite pode ser feito na Calle 9 e/ 58y59, das 9 às 14h.
O CUIL é um número que se precisa para trabalhar, fazer estágios e outros tramites. Nao tem validade, e deve ser trocado por outro caso emita um DNI argentino.

Para emissao do DNI
Consulte no Registro Nacional de las Personas
Requisitos:

1) Documentos necessários: certidão de nascimento, legalizada pelo Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty – ou pelo escritório de representação do rio de janeiro, com data de expedição a partir de 16 de octubro de 2003.
2) Radicação temporária/permanente expedida pela direção nacional de migrações.
3) Certificado de Domicílio

Essa página de um grupo de brasileiros na Argentina também é indicada para informacoes da Argentina.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Mi Buenos Aires querida

Reserva Ecológica Costañera Sur
Este é o povo da melhor casa de Buenos Aires: Pedro, Valéria e Gonzalo.
O Pedro eu conheci pelo Hospitality Club. É uma rede de hospedagem. Você se cadastra, oferece (ou não) sua casa para hospedar as pessoas, e viaja da melhor maneira possível: comendo, dormindo, e conversando com a gente do próprio local. É a melhor maneira para não cair em um roteiro turístico e conhecer o dia a dia do local.
Foi pelo Hospitality Club que também conheci o Cristian (fantástico amigo platense) e Romina (argentina com alma brasileira, que me integrou ao grupo dos batuquelês e samba).
Fã incondicional da tal maravilha rebelde proporcionada pela Internet.
www.hospitalityclub.org